O mês de setembro costuma ser um período de tragédias. Conflitos e atentados terroristas marcaram o mês como uma época de tristeza em vários pontos do planeta. O seqüestro e morte de 11 atletas israelenses por um grupo terrorista palestino durante as Olímpíadas de Munique, na Alemanha, em 1972, e os ataques às torres gêmeas do World Trade Center, em Nova York, em 11 de setembro de 2001, são apenas dois exemplos de episódios que ficaram conhecidos como Setembro Negro.

Em 2005, as tragédias mudaram de foco e atingiram em cheio o futebol paranaense. Abalado nos bastidores por um escândalo envolvendo suborno de árbitros e extorsão de dirigentes, o futebol do Estado vive também um período negro dentro de campo. Os três clubes que representam o Estado na primeira divisão do Campeonato Brasileiro, ainda não conseguiram uma vitória sequer em setembro. Para piorar, nas últimas duas rodadas da competição, dos 18 pontos disputados por Atlético, Paraná e Coritiba, apenas um foi conquistado pelas equipes locais _ o empate de ontem do Coritiba com o Fluminense em 0 a 0.

A última vez que o futebol do Estado comemorou vitórias foi em 24 de agosto, quando o Furacão venceu a Ponte Preta, em Campinas, e o Coxa bateu o Fortaleza, no Couto Pereira. Depois disso, a dupla Atletiba entrou em campo oito vezes, sem uma vitória sequer. Para o Tricolor, a fase é ainda mais negra: não vence desde o dia 3 de agosto e já emenda uma seqüência de quatro derrotas.

Este fim de semana, mais uma vez, foi apenas de tristezas para o torcedor. No sábado, o Paraná foi a Campinas e voltou derrotado pela Ponte, por 1 a 0. Ontem, mais decepções: o Atlético caiu diante do novo líder do Brasileirão, o Internacional, por 3 a 2, no Beira-Rio. Já o Cori enfrentou o Fluminense em casa e não saiu de um magro 0 a 0.