Hoje à noite, às 18h30, o Atlético entra em campo na Arena para realizar o seu último jogo experimental antes da estreia na Copa do Brasil e da confirmação da equipe ideal. O adversário é o Iraty, equipe em ascensão no Campeonato Paranaense e que ocupa a 3.ª posição.

A expectativa é de um jogo bastante disputado porque ambas equipes vêm de bons resultados na rodada passada. O Rubro-Negro venceu bem o Iguaçu, em União da Vitória, enquanto o Azulão cravou 3 a 0 diante do Londrina, em Irati. O favoritismo é do Furacão por jogar com o apoio de seu torcedor, por estar invicto e ser líder isolado da competição.

Para o confronto Geninho, fará suas últimas observações, mas mexerá pouco no time em relação ao jogo passado. Wallyson perde a posição no ataque e a sua vaga é disputada entre Júlio César e Lima. Rafael Moura está confirmado.
“No ataque temos jogadores com características diferentes. Rafael e Lima dão uma mobilidade menor, são jogadores mais de área.

No entanto, o aproveitamento é maior na bola alçada. Se entra o Júlio César, ganha mobilidade. A mesma coisa com o Preá e o Wallyson. A dupla de ataque vai depender muito do jogo”, explicou o treinador.

Grupo

A zaga rubro-negra voltará a contar com o trio que mais vezes atuou junto: Chico ao lado de Antônio Carlos e Rhodolfo. O versátil Chico comentou que o seu retorno não lhe garante a titularidade e que as mudanças feitas pelo técnico neste início de temporada demonstram que hoje o Atlético não tem apenas 11 titulares. “Temos um grupo, o que vai ser importante para o Paranaense e, principalmente, para o Brasileiro”, declarou.

No gol, Vinícius será mantido assim como Zé Antônio e Márcio Azevedo nas alas. No meio-campo Marcinho é o camisa 10. Valencia, caso não sinta mais as dores na coxa que o afastaram do treino de sexta-feira, está confirmado. O seu substituo, se necessário, é Jairo. Renan que fez uma ótima apresentação na meio-da-semana ganha nova chance para tentar a vaga definitiva de segundo volante. “Titularidade depende do professor Geninho. Procurei fazer um bom trabalho e ficar como opção. Se ele preferir, estou à disposição” comentou o jovem de 19 anos.

Futuro

Allan Costa Pinto
Renan tem outra oportunidade de mostrar serviço e se firmar na equipe titular como segundo volante.

Aliás, Renan ou Foguinho, como também é conhecido no CT do Caju, é um exemplo de superação. Ganhou sua primeira chance no profissional no Campeonato Paranaense do ano passado com o treinador Ney Franco. Depois jogou poucas vezes com Roberto Fernandes e ganhou moral com Mário Sérgio.

Porém outra mudança de treinador e uma contusão séria no músculo adutor da coxa, deixaram Renan afastado da bola por mais de quatro meses. No entanto ele nunca desistiu. “Quando você fica parado, passa muita coisa na cabeça. Mas tive tranquilidade e a ajuda de amigos e da família porque sabia que a minha hora iria chegar. Agora estou voltando e feliz. Vou procurar dar continuidade ao meu trabalho”, afirmou o jogador que atuou na última quarta-feira diante do Iguaçu.

Para continuar trilhando seu caminho, o garoto confessou que a razão que o move é o sonho de jogar futebol e de “estourar” para o mundo da bola. E hoje, na Arena, ele terá mais uma chance de mostrar seu potencial.