A principal praça do esporte amador de Curitiba está sem uso há mais de um ano. O “Professor Almir Nelson de Almeida”, mais conhecido como Ginásio do Tarumã, não recebe competições oficiais e aguarda uma reforma para reviver os bons tempos.

Entre 1997 e 2004, as competições de maior destaque sediadas no Tarumã eram os jogos do Rexona. Mas o time de vôlei feminino mudou-se para o Rio de Janeiro por motivos mercadológicos, deixando no ginásio apenas as escolinhas mantidas pela empresa.

No início do ano passado, até os alunos tiveram que sair do Tarumã. O principal motivo eram as placas de madeira que se soltavam do teto, colocando em risco os atletas.

Segundo o coordenador do ginásio, Lester Pinheiro, a verba para revitalização do Tarumã já foi liberada pelo governo do Estado, e as obras estão prestes a se iniciar. Além da reforma no telhado, serão trocadas as lâmpadas, consideradas obsoletas, e haverá retoques na pintura, além de pequenas melhorias em áreas degradadas.

“Depois de pronto, vamos cedê-lo às federações de basquete, vôlei e handebol para organizarem aqui suas competições. É dos poucos ginásios do País com vão livre (sem colunas) e por isso a visibilidade é ótima”, falou Pinheiro.

Por lei, o Tarumã não pode receber shows, eventos religiosos ou afins. Seu uso é exclusivo para atividades esportivas. A Prefeitura de Curitiba também ensaia a construção para um ginásio municipal. Mas a concretização do projeto depende da liberação de verba federal.