A seleção brasileira de ginástica rítmica (GR) de conjunto desembarcou terça-feira, em Londrina, retornando de Berlim, na Alemanha, onde disputou um torneio amistoso no último final de semana. Na bagagem, uma surpresa: a segunda colocação do triangular que reuniu também as seleções da Alemanha e a Bielo-Rússia, a campeã.

A surpresa se justifica: 8.ª colocada na Olimpíada de Sydney, em 2000, a seleção brasileira superou a Alemanha (quarta colocada na Austrália) e perdeu por pequena diferença para a Bielo-Rússia (vice-campeã olímpica). “Para nós, foi uma prata que valeu ouro”, disse a técnica da equipe, Bárbara Laffranchi, após o desembarque em Londrina. “Superar as alemãs na casa delas foi um resultado maravilhoso.”

O triangular entre Alemanha, Brasil e Bielo-Rússia aconteceu paralelamente à Copa do Mundo de Ginástica Rítmica Individual, que reuniu as 120 melhores ginastas do mundo em Berlim. A equipe brasileira foi formada por Dayane da Silva, Natália Eidt, Thalita Nakadomari, Gabriela Andrioli e Fernanda Cavallieri. A auxiliar-técnica Camila Ferezin completou a delegação nacional no “Berlim Masters 2003”.

O evento realizado na Alemanha foi o último torneio amistoso que a seleção disputou antes da disputa dos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo, que começam em agosto.

Além de defender, em Santo Domingo, a medalha de ouro conquistada no Pan de Winnipeg (Canadá), em 1999, a seleção brasileira de GR tem outro desafio este ano: conquistar uma vaga para a Olimpíada de Atenas-2004. A definição das equipes que vão à Grécia se dará no pré-olímpico de Budapeste, em setembro. Cerca de 50 seleções vão participar deste torneio, que vai classificar as oito melhores equipes.

Na opinião da técnica Bárbara Laffranchi, ter superado a Alemanha em Berlim significa que o Brasil está “quase pronto” para as duas principais competições deste ano. “Temos muito o que fazer até o pan e o pré-olímpico, mas tudo é uma questão de ajustes finais. A pior fase dos treinamentos já passou. Pelo que apresentamos em Berlim, acredito que estamos com um pé nos jogos olímpicos”, ela avalia.

As ginastas brasileiras têm cumprido uma dura rotina de oito horas diárias de treinos. A equipe retorna às atividades amanhã, com treinos no ginásio da Unopar, em Londrina.