Seul (AE) – A seleção da Turquia enfrenta a China na madrugada de amanhã, em Seul, e não pode pensar em outro resultado que não seja a vitória. De preferência, por boa diferença de gols. O time turco é o terceiro colocado no Grupo C, com 1 ponto ganho, a três da Costa Rica, a segunda colocada.

Além de estar atrás no critério de pontos ganhos, a Turquia perde também no saldo de gols: tem saldo negativo de 1 gol, contra saldo positivo de dois gols da equipe centro-americana.

Além da necessidade de golear a China, os turcos têm um outro problema: o Brasil precisa derrotar a Costa Rica. Estes dois times se enfrentam no mesmo horário em Suwon na disputa pelo primeiro lugar do grupo. A China é a lanterna. O time do técnico Bora Milutinovic não venceu nenhum dos dois jogos que disputou. Tomou seis gols e não marcou nenhum e está eliminado desde a segunda rodada.

Apesar de a China não representar um grande perigo, a Turquia entra em campo pressionada. O desempenho do time (derrota para o Brasil e empate com a Costa Rica) deixou a torcida revoltada. A imprensa despejou uma série de críticas contra jogadores e o treinador Senol Gunes. Se o time for eliminado, o técnico certamente será demitido.

Gunes terá dois titulares de volta. Expulsos na estréia contra o Brasil, Ozalan Alpay e Hakan Unsal, cumpriram suspensão automática e reforçam a equipe. No meio-campo, o técnico deve manter Yildiray Basturk e Emre Belozoglu, que foram bem na duas primeiras partidas. Já o atacante Okan Buruk não poderá jogar em razão de uma lesão muscular.

O treinador disse que prefere não comentar a possibilidade da equipe brasileira poupar alguns titulares no jogo de amanhã, facilitando as coisas para Costa Rica. “Temos que vencer a China e isto é ponto pacífico. O resto já não depende mais de nós e eu prefiro não pensar”, afirmou o turco.

Gunes disse que nos últimos dias analisou com cuidado a forma como os chineses atuam e concluiu que a defesa se desorganiza assim que toma um gol. Por conta disso, vai partir para a pressão. A idéia é marcar a saída de bola da China. Além de provocar o erro do adversário, quer evitar o contra-ataque.

China

Bora Milutinovic admite que a China entrou neste mundial sem grandes pretensões. Disse que se trata de um aprendizado e elogiou a participação dos chineses na Copa. Apesar disso, espera uma surpresa no jogo de despedida. “A motivação da Turquia para este jogo será enorme, porém, estamos trabalhando para vencer pelo menos uma partida em nosso primeiro mundial. Isso seria maravilhoso, especialmente por se tratar de uma equipe forte como a Turquia”, disse ele.

Ficha Técnica

Local: Seul (Coréia). Árbitro: Oscar Ruiz (COL). Horário: 3h30 (de Brasília). Turquia: Rustu Recber; Ozalan Alpay, Umit Ozat, Bulent Korkmaz e Fatih Aykel; Tugay Kerimoglu, Emre Asik, Hakan Unsal e Basturk Yildiray; Hakan Sukur e Hasan Sas. Técnico: Senol Gunes. China: Jiang Jin; Wu Chengying, Fan Zhiyi, Li Weifeng e Zhao Junze; Xu Yunlong, Li Tie, Qi Hong e Mingyu; Li Xiaopeng e Hao Haidong. Técnico: Boa Milutinovic.