Flagrado em exame antidoping, por uso de cocaína, o goleiro Rodolfo, 21 anos, do Atlético, quebrou o silêncio e falou pela primeira vez sobre o problema. Em um pronunciamento a jornalistas, ontem, no CT do Caju, o jogador admitiu que é dependente químico e anunciou que passará por processo de reabilitação para tentar se livrar da droga. “Eu pedi ajuda para o Atlético, porque eu sou dependente químico, faz um tempo já. Pedi esta ajuda para o Atlético, porque estava precisando. Vou dar o meu máximo para sair desta situação”, disse, sem que os repórteres pudessem fazer perguntas.

Segundo informou o clube, logo após deixar a entrevista, Rodolfo seria internado em uma clínica. “Vou passar um tempo em um lugar, para me recuperar. Esta recuperação, seu Deus quiser, vai dar certo”, confirmou o jogador. Ele ficará recluso, inicialmente, por cinco semanas. Depois, será acompanhado por três anos. “Ele saiu direto para ser internado, em regime absolutamente fechado, para fazer a desintoxicação orgânica completa”, disse o advogado Domingos Moro, encarregado de fazer a defesa do jogador.

O pronunciamento e as medidas adotadas pelo clube fazem parte da estratégia de defesa do atleta, que será julgado no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) nas próximas semanas. Rodolfo, que irá participar do julgamento, não deve escapar de uma punição. “Ele vai participar do julgamento. Agora, vai ser punido, rigorosamente, e ele sabe disso. O ilusionista não vai fazer mágica desta vez “, comentou Moro. A pena máxima, neste caso, é de dois anos sem poder atuar.

O advogado foi além e admitiu que o goleiro pode ter sua situação agravada por reincidência. “A partir do momento que ele veio aqui e admitiu que é um dependente, pode perfeitamente aparecer um novo exame por cocaína. Basta que ele tenha sido sorteado”, explicou o advogado. Caso isto aconteça, será um agravante no processo.