Os jogadores já se acostumaram com certos gritos e chamadas típicas nos treinos do Rio Branco, em Paranaguá: “Berra pra mim ouvir”; “Vai que você consegue”; “Sangue nos olhos”.

Essas são algumas das frases proferidas pelo preparador de goleiros do Leão da Estradinha, Waldemar dos Santos, ou simplesmente Lumumba, durante os treinamentos diários dos atletas do time alvi rubro.

Com seu jeito todo particular de exigir o máximo de cada um dos seus comandados, conquistou a confiança, o respeito e a admiração dos arqueiros da equipe riobranquista.

De acordo com Célio, o professor Lumumba é uma pessoa cativante e muito dedicado naquilo que se propõem a fazer. Para ele, após a chegada de Waldemar a sua preparação na equipe melhorou muito. “Não vou fazer nenhum tipo de comparação, mas o Lumumba merece elogios de todos nós que somos treinados por ele”, disse o ex-camisa 1 do time.

Para o outro goleiro, André, que atuou bem na partida de Rolândia, apesar da derrota de 1 a 0 para o Nacional, a condução do trabalho feito pelo Lumumba é animadora e eficaz.

“Quando ele solta aquela frase: Sangue nos olhos, aí não tem jeito. É se esforçar até o fim para executar a atividade. Devo muito a ele”, declarou o comandado. No entanto, apesar de toda situação motivacional do professor, os dois goleiros, Célio e André, admitem que a grande virtude de Lumumba é o modo de saber chegar para conversar sobre o trabalho em campo. “Ele vem com aquele jeito humilde e brincalhão querendo saber como estamos nos sentindo no aspecto emocional, técnico e físico. É um grande companheiro de trabalho, um exemplo aqui no Rio Branco, ou seja, um cara que vamos sempre lembrar”, finalizaram os goleiros.

Preocupação

Mas Lumumba tem ainda com o que se preocupar nos quatro jogos que restam ao clube. A defesa tem a segunda pior defesa da competição, com 16 gols tomados.

Mesmo número do Cascavel. Só ganham do Foz do Iguaçu, que tomou 17 gols. Mas o time da fronteira está na 5.ª colocação, e sonha com a classificação para a próxima fase.