Silva, Gomyde e Coelho
apresentam material esportivo.

Ontem à tarde a Paraná Esporte realizou, pela primeira vez na atual gestão, uma cerimônia de entrega de material esportivo oriundo do Projeto Pintando a Liberdade, a primeira da gestão Ricardo Gomyde à frente da Paraná Esporte. O evento reuniu cerca de cem pessoas no ginásio do Tarumã, em Curitiba, quando foi feita a entrega oficial de kits produzidas pelos 350 detentos que participam do projeto no Paraná, e beneficiou 196 escolas municipais e estaduais de todas as regiões do Paraná. Cada kit continha 18 bolas de vôlei, futebol de campo, futsal e handebol.

O evento foi montado para que o ministro do Esporte, Agnelo Queiroz fizesse sua primeira visita oficial ao Estado. Mas a abertura dos trabalhos no Congresso Nacional e a exigência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que todos os seus ministros estivessem presentes na cerimônia em Brasília, adiou a vinda de Queiroz ao Paraná. No seu lugar veio o secretário Nacional de Esporte do ministério, Orlando Silva.

Aproveitando a oportunidade, Gomyde apresentou a Silva uma proposta de ampliar o Pintando a Liberdade, transformando-o num processo gerador de emprego e renda fora do perímetro das unidades prisionais onde ele se desenvolve atualmente.

“Nossa idéia é dar força à iniciativa de Mamborê, onde uma comunidade carente vai servir de laboratório para a criação de fábricas de materiais esportivos, nos mesmos moldes do que é feito hoje dentro das prisões onde o Pintando a Liberdade produz bolas, uniformes e redes”, revelou Gomyde. A intenção é trazer recursos do governo federal para viabilizar o projeto. “Já existe uma estrutura básica na cidade, onde foi construído um galpão na região onde está a comunidade carente que deverá ser beneficiada”, revelou Gomyde, para quem este é uma aposta na inclusão social, capaz de tirar das ruas crianças que poderiam ir para a marginalidade.