Falta apenas bater o martelo. Na quinta-feira, a Copa do Mundo 2014 deve ser confirmada pra Arena da Baixada, em Curitiba. Representantes do governo do Paraná, prefeitura de Curitiba e do Atlético estarão no Rio de Janeiro, onde está prevista assinatura do contrato de financiamento das obras para adequação do estádio ao caderno de encargos da Fifa.

A manobra para liberação do financiamento contou com a intervenção do ministro de planejamento, Paulo Bernardo. Foi ele o responsável por telefonemas ao presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, para agilizar a questão, sem colocar o patrimônio rubro-negro em risco. Tudo ocorreu durante viagem realizada por uma comitiva de políticos paranaenses à Brasília, no decorrer do dia  de ontem.

A intervenção foi um pedido do governador do Paraná, Orlando Pessuti, e do prefeito de Curitiba, Luciano Ducci. Além do BNDES, o financiamento envolve outras duas frentes: o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e os títulos de potencial construtivo oferecidos pela prefeitura de Curitiba, como a Tribuna ahavia antecipado na semana passada. “Caberá ao Atlético apresentar uma empreiteira, pois o BNDES não empresta dinheiro para clubes”, explicou o secretário de governo para Copa 2014, Algaci Túlio.

O presidente do BNDES ainda precisa dar oficialmente o aval, antes de repassar os valores ao BRDE, que ficará responsável por dar o crédito à construtora nomeada pelo Furacão. Por isso, parte da comitiva paranaense segue amanhã para a capital carioca. “Para resolver questões burocráticas”, explicou Algaci Túlio.

Diretores do Atlético mantiveram o silêncio. Conforme informou a assessoria de imprensa, o clube só irá se manifestar quando tudo for concretizado. O governo do Estado vai comunicar oficialmente a questão ao clube na manhã de hoje.

Ainda na quinta-feira, o governador paranaense, o prefeito de Curitiba e o presidente do Atlético, Marcos Malucelli, devem confirmar que mesmo com a colaboração de Estado e prefeitura, a adequação da Arena não vai prever aplicação de dinheiro público. Está programado um empréstimo estimado em R$ 90 milhões – mesmo valor em títulos de potencial construtivo que deve ser entregue ao Furacão. O Atlético pagará sozinho outros cerca de R$ 40 mihões.