Há seis anos sem ser campeão, o Grêmio vive o maior jejum entre os 12 grandes clubes do futebol brasileiro. A eliminação na semifinal do Campeonato Gaúcho deste ano estendeu um pouco mais o tamanho da fila e causou a demissão do vice-presidente de futebol Rui Costa. Nesta terça-feira, o clube apresentou seu substituto, Alberto Guerra, que concedeu entrevista coletiva no CT Luiz Carvalho.

O novo dirigente, que já havia comandado o futebol do Grêmio em 2010, chegou fugindo da promessa de títulos. Guerra foi muito claro ao afirmar que não vai fazer essa promessa, ainda que pretenda montar um time capaz de brigar por taças.

“Conversei com o presidente Romildo. Talvez um dos erros no começo do ano foi ter prometido título. Isso cria uma expectativa e faço um mea-culpa em nome do Grêmio. Se eu não gostasse de título, não estaria aqui. Mas sei da dificuldade. O Grêmio tem mais de 100 anos e apenas dois títulos brasileiros. Isso mostra a dificuldade que é”, lembrou ele.

O discurso também muda com relação à montagem do elenco. Se no início da temporada o clube comemorava a “contratação” dos jogadores que manteve no grupo – Marcelo Grohe, Maicon e Pedro Geromel -, agora não há como esconder que há a necessidade de buscar novos atletas.

“Sabemos que os clubes passam por reestruturações de contas e passamos isso lá atrás. Eu tenho falado e ouvido que a intenção até mesmo do presidente pode ser abrir um pouco mais os cofres para reforçar o elenco e fazer um Brasileiro até melhor do que no ano passado. Acredito que o Grêmio não é pior que a grande maioria dos times e não é melhor que todos. Se formos pontuais em algumas contratações podemos fazer um grande campeonato”, apostou.