Grêmio e Internacional irão manter suas escalações escondidas até o momento de entrar em campo para disputar o primeiro clássico da história do novo estádio gremista, neste domingo, às 16 horas, pela 11ª rodada do Brasileirão. Essa é a arma dos eternos rivais para o Gre-Nal de número 397.

No Grêmio, Renato Gaúcho faz mistério em torno da escalação do meio-de-campo, desfalcado do meia Zé Roberto, que se recupera de contusão. E no Inter, Dunga não definiu a defesa alegando que precisa esperar para saber se o zagueiro Índio estará recuperado de lesão muscular ou não.

O caso do Grêmio é mais complexo, porque Zé Roberto é a liderança técnica do time. O treinador poderia substituir o meia pelo uruguaio Maxi Rodríguez, mantendo o esquema tático. Mas, como sabe que o adversário tem boas opções para a armação de jogadas, pode optar por três volantes e escalar Adriano no setor. Renato Gaúcho também terá de manter Kleber no ataque, porque Vargas está contundido – quando o chileno voltar, os dois disputarão a posição para jogar ao lado do argentino Barcos.

No Inter, Dunga terá de substituir o lateral-direito Gabriel, contundido, por Ednei. A ausência de Índio, se confirmada, é tida como importante pela simbologia. O zagueiro costuma jogar bem no Gre-Nal e já marcou gol em alguns deles. Se for vetado pelos médicos, deixará seu lugar para Ronaldo Alves. Mas a linha de frente está confirmada com D’Alessandro, Diego Forlán e Leandro Damião.

O Gre-Nal deste domingo quase entrou para a história por ser o primeiro com torcida única. A polícia chegou a vetar a presença dos torcedores do Inter na Arena Grêmio por questões de segurança, mas voltou atrás após o apelo dos dois clubes, com a anuência até do governo estadual. Assim, serão apenas 1,5 mil visitantes diante da maioria gremista no clássico que agitará Porto Alegre.