Depois de mais uma rodada de negociações, os trabalhadores da construção civil continuam em greve na África do Sul. Nesta terça-feira, os representantes dos funcionários não entraram em um acordo financeiro com os empregadores. Assim, as obras de estádios e infraestrutura da Copa do Mundo continuam paradas.

A paralisação começou na quarta-feira da semana passada. Os trabalhadores pediam aumento de 13%, contra uma oferta de 10,4% dos patrões. Depois da uma reunião nesta terça, os empregadores ofereceram 11,5%; os funcionários diminuíram sua exigência mas querem, no mínimo, 12%.

A greve é preocupante para os sul-africanos porque, caso se estenda por muito tempo, pode até ameaçar a realização do Mundial. A Fifa estipulou um prazo até o fim deste ano para a entrega de todos os dez estádios da Copa – pelo menos quatro deles ainda são grandes canteiros de obras. A reforma de estradas e aeroportos também é diretamente afetada.