Após a derrota por 3 a 0 para o Boa na final da Série C do Brasileiro, o Guarani vai encerrar o ano nos tribunais. O clube culpou a Polícia Militar pelas cenas de violência que ocorreram depois do jogo e prometeu entrar com uma representação na Justiça. Ao mesmo tempo, também será alvo de um processo, articulado pela Prefeitura de Varginha para cobrir os danos causados no Estádio Municipal da cidade.

O presidente do Guarani, Horley Senna, condenou a maneira como a polícia mineira tratou os torcedores do time paulista. Nos próximos dias, ele deve oficiar e representar na Secretaria de Segurança Pública do Estado de Minas Gerais e na CBF. “Aquelas pessoas transvestidas de policiais militares, na verdade, são bandidos. Eles agrediram covardemente os torcedores”, disse o dirigente.

Depois do apito final, quando o Boa comemorava o título, torcedores do Guarani entraram em confronto com a PM. Os policiais já tinham gerado má impressão na recepção e forçaram a saída rápida da torcida do estádio, segundo os dirigentes. A polícia atirou balas de borracha e gás lacrimogêneo no público, que contava com mulheres, crianças e idosos. “Uma força desproporcional” declarou Palmeron Mendes, vice-presidente bugrino. Ele contabilizou mais de 30 feridos, um deles por facada.

Foram registradas cenas de agressão e de violência dos policiais. Até jornalistas de Campinas foram agredidos dentro de campo ao tentar mostrar imagens e registrar os fatos. A reação foi imediata. Um grupo de torcedores atirou nas arquibancadas e no fosso objetos como catracas, grades de ferro, eletrodomésticos do bar do estádio e cadeiras no gramado. Os banheiros foram destruídos.