Guerrón volta ao meio-campo do Atlético, hoje, no jogo com o Atlético-GO. Será sua oitava partida pela equipe e sexta como titular. Em outras duas, o equatoriano entrou no decorrer do jogo e em nenhuma delas atuou 90 minutos. Já ocorreram 12 rodadas desde sua chegada.

Contratado por 1 milhão de euros (R$ 2,248 milhões na cotação do euro hoje, a R$ 2.24), em julho, maior transação da história do futebol paranaense, Guerrón chegou como a promessa da equipe para este Brasileiro. Na prática, a realidade é diferente.

Somando os minutos em campo desde a chegada e a regularização de seu nome no Boletim Informativo Diário (BID), no final de julho, Guerrón atuou 387 minutos, custando aos cofres do Atlético, até aqui, R$ 5.808 por minuto. Sem gols pela equipe, o investimento ainda não deu o retorno esperado ao clube.

Depois de ser vetado pelo departamento médico na partida contra o Flamengo, dia 22 de agosto, o meia-atacante foi perdendo espaço. Atuou mais duas vezes como titular e depois, em outros dois jogos, entrou na segunda etapa.

Sem balançar as redes, e no banco nos jogos recentes, o próprio jogador reconhece a má fase. “Não estou tranquilo com o que estou fazendo. Este não é o nível que tenho do futebol e sei que posso dar mais. Tenho que seguir trabalhando. Um gol me daria mais confiança”, admitiu o meia-atacante.

Mas as ausências de Guerrón na equipe têm explicação. Paulo César Carpegiani não culpa o rendimento do equatoriano, mas a falta de espaço dentro da forma que o Atlético vem jogando.

“Em termos de efetividade, tenho dois volantes. Aí, o Branco (Branquinho), o Paulo (Baier) e mais o Maikon (Leite), além de um centroavante, fecham o setor. Com o Guerrón, teria de escalar 12”, justificou.

Carpegiani reconhece que tem uma equipe mais ofensiva com o equatoriano, mas diz precisar ter bom senso no momento de escalar os atletas. “Sei que com o Guerrón a equipe fica muito mais ofensiva, independentemente dos outros que estiverem jogando. Mas temos que ter equilíbrio, bom senso e dentro de um pensamento colocar o que tenho de melhor. Tenho cinco jogadores para quatro posições, e muitos não veem isso”, justificou.