Praticamente descartado da luta pelo título depois das quatro vitórias seguidas da Ferrari entre os GPs da Malásia e da Turquia, Lewis Hamilton mostrou ontem que não só está muito vivo na briga, como também pode ser considerado um dos mais sérios candidatos à taça de 2008. Afinal, ganhou em Mônaco, assumiu a liderança do mundial e, hoje, larga na pole da sétima etapa do campeonato em Montreal, no Canadá, com enormes chances de vencer e ampliar sua diferença de pontos em relação à concorrência.

E o inglês da McLaren conseguiu a primeira posição no grid com uma volta de humilhar os rivais: 1min17s886, nada menos do que 0s612 melhor que o segundo colocado, Robert Kubica, da BMW Sauber. E 0s849 à frente de Kimi Raikkonen, da Ferrari, o terceiro colocado. Fernando Alonso, com uma volta igualmente espetacular, terminou o dia em quarto e divide a segunda fila com o finlandês. Atrás deles, o surpreendente Nico Rosberg em quinto e Felipe Massa, que decepcionou depois de três poles seguidas, na sexta colocação.

A sessão começou com tempo bem diferente do que se viu na sexta-feira, que teve chuva pela manhã. Ontem, ao contrário, o dia foi ensolarado e quente. Por conta do tipo do asfalto de Montreal, os pneus estavam demorando mais do que uma volta para chegar à temperatura ideal.

Hamilton, como acontecera na primeira parte da classificação, foi o mais rápido na segunda. Dançaram Timo Glock(Toyota), Kazuki Nakajima (Williams), David Coulthard (Red Bull), Jarno Trulli (Toyota) e Nelsinho Piquet (Renault). Mark Webber, da Red Bull, bateu e não participou da ?superpole? ? que teve, como surpresa, a presença de Rubens Barrichello, que acabou com a nona posição do grid.

Na hora de decidir, os dez mais rápidos deixaram os boxes logo de cara. Primeiro, porque o tempo é mesmo exíguo, apenas dez minutos. Depois, porque com pedaços de asfalto se soltando ao longo dos mais de 4 km do circuito, todos queriam aproveitar o fato de os comissários terem varrido a pista nos pontos mais críticos. Mesmo assim, houve quem escorregasse, perdendo tempo em sua volta rápida, como Heikki Kovalainen.

O GP do Canadá, com 70 voltas, começa às 14h de Brasília. Massa, dependendo de uma combinação de resultados, pode sair de Montreal na liderança do campeonato. Um brasileiro não lidera o mundial desde maio de 1993, depois da vitória de Ayrton Senna em Mônaco. Mas a partir do sexto lugar no grid, essa possibilidade tornou-se muito remota.