Gwangjiu (AE) – Guus Hiddink, o técnico holandês da Coréia do Sul, tornou-se ídolo na Ásia em pouco tempo. Conseguir pôr o modesto time coreano entre os oito melhores da Copa do Mundo é um feito que vem lhe rendendo elogios e homenagens dos torcedores e dos dirigentes. E o europeu é o primeiro estrangeiro a dirigir a seleção.

Além de ver seu prestígio aumentar ainda mais, uma vitória diante da Espanha colocará o treinador na segunda semifinal consecutiva. Em 1998, na França, chegou a essa fase com a Holanda, mas acabou desclassificado pelo Brasil nos pênaltis.

Hiddink é, curiosamente, um especialista em futebol espanhol. Já dirigiu o Bétis, o Valencia e o Real Madri, com o qual foi campeão mundial interclubes em 98, ao bater o Vasco na decisão, em Tóquio.

Muitos dos rivais da partida de amanhã são seus amigos. “Ele provou que pode dirigir qualquer time do mundo, gosta de ser agressivo, de atacar, não espera apenas pelos contra-ataques”, comentou Mendieta, que trabalhou com o técnico em duas temporadas pelo Valencia.

Os jogadores o idolatram. Muitos dizem que aprenderam muita coisa com o holandês, que chegou a jogar pelo Graafschap e pelo Nijmegen, ambos de seu país. Sempre que perguntado sobre seu segredo para o sucesso da seleção coreana, Hiddink faz questão de adotar um discurso humilde.

“Não existe isso de moda Hiddink, como alguns dizem. Eu trabalho como sempre, como nos tempos do Real Madri e da Holanda”, declarou. “Tudo ficou mais fácil porque os jogadores coreanos aprenderam tudo muito rapidamente.”