O Brasil se despediu das provas de natação d Mundial de Kazan com quatro medalhas, nenhuma delas de ouro, e sem cumprir a meta de classificar seus seis revezamentos para os Jogos Olímpicos do Rio-2016. Depois do 4x200m livre masculino, também o 4x100m medley feminino falhou na tentativa de ficar entre as 12 primeiras da competição na Rússia, neste domingo. Os homens terminaram num frustrante 10.º lugar. Fora da final, mas garantidos nos Jogos do Rio.

O time formado por Guilherme Guido, Felipe França, Arthur Mendes Filho e Marcelo Chierighini foi 10.º colocado das eliminatórias, com o tempo de 3min34s73, a 0s71 da Rússia, que foi o oitavo e último país a garantir vaga na final da noite. Além dos tradicionais EUA, Austrália, França, Japão, Alemanha, Grã-Bretanha, China e Rússia, também Polônia, Itália e Lituânia se classificaram à Olimpíada.

Na prova feminina, o revezamento brasileiro decepcionou. A equipe, composta por Etiene Medeiros, Jhennifer Conceição, Daynara de Paula e Larissa Oliveira fez só o 14.º melhor tempo da manhã: 4min03s24, abaixo dos 4min02s52 que garantiram o bronze ao Brasil nos Jogos Pan-Americanos, o que se justifica pelo fato de as atletas terem feito polimento para o Pan.

Como não terminou o Mundial entre os 12 primeiros, o Brasil só se classifica à Olimpíada nesta prova se ficar com um dos quatro melhores tempos do ranking mundial no período de obtenção de índices – descontando, é claro, os 12 países já classificados.

Com o tempo do Pan, o Brasil é o segundo dessa lista, atrás da Finlândia (4min02s30) e à frente da República Checa (4min03s44) e da Espanha (4min03s91). A primeira equipe fora dessa zona de classificação é a Grécia (4min04s29). A tendência é o Brasil conseguir se classificar para os Jogos Olímpicos com o tempo feito no Pan, mas a equipe tem condições também de baixar essa marca.

A classificação para um revezamento garante ao país o direito de levar a Olimpíada dois atletas para nadar apenas provas por equipes. Assim, no Mundial, o Brasil garantiu que terá até quatro nadadores extras (que não participarão de provas individuais), uma vez que classificou os revezamentos 4x100m livre e 4x100m medley. A Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), entretanto, pode optar por não usar tais cotas do medley, uma vez que a tendência é classificar pelo menos dois atletas de cada estilo para os Jogos.

No feminino, estão garantidos na Olimpíada os revezamentos 4x100m livre e 4x200m livre, o que garante a possibilidade de quatro atletas extras irem aos Jogos. Mais duas deverão ser convocadas em caso de classificação também no 4x100m medley.

De qualquer forma, é uma evolução gritante em relação aos Jogos Olímpicos de Londres, no qual o Brasil foi representado por apenas dois revezamentos: 4x100m livre e 4x100m medley no masculino.