Hoje titular absoluto do técnico Felipão, Hulk precisou superar muitas dificuldades até disputar a sua primeira Copa do Mundo. Afinal, o atacante deixou o Brasil muito cedo na carreira, em 2005, e atuou no futebol japonês antes de se transferir e se consagrar no Porto, que o vendeu em 2012 ao russo Zenit em uma transação milionária. Relembrando a sua trajetória na entrevista deste domingo, ele destacou que não “chegou de paraquedas” na seleção brasileira.

“Saí muito cedo. Passaram a conhecer meu trabalho na seleção, fui um pouco questionado. Pude dar a volta por cima, tenho que agradecer ao técnico que me deu confiança. Estou bem, com o apoio da torcida. Isso serve de inspiração. Quem vem, fez por merecer”, disse Hulk. “Tudo foi fruto do trabalho. Não cheguei de paraquedas. O Dunga, o Mano Menezes (antecessores do técnico Luiz Felipe Scolari na seleção) apostaram em mim e o Felipão me deu confiança. Mas não foi fácil”, completou.

Nascido na Paraíba, Hulk acredita que também precisou superar outra dificuldade: o preconceito que supostamente o nordestino sofre no Brasil. E para referendar a sua avaliação, ele destacou o caso do ex-jogador Rivaldo, campeão mundial com a seleção em 2002. Para ele, o craque deveria receber mais reconhecimento.

“Infelizmente o nordestino ainda sofre um pouco de preconceito. É duro, mas é a verdade. No caso do Rivaldo, eu acho que foi um cara que deveria ser mais respeitado pelo que fez na seleção brasileira. Foi o melhor do mundo e um dos melhores da Copa de 2002”, avaliou.

Hulk agora espera ter a chance de comemorar um título mundial pela seleção com a bandeira da Paraíba. “Sei as dificuldades que passei lá, por isso carrego essa bandeira comigo”, contou. “Está guardada comigo e espero levantá-la no Maracanã (palco da final da Copa em 13 de julho).”

O atacante, porém, não tem presença garantida na partida desta terça-feira entre Brasil e México no Castelão por causa de dores na coxa esquerda. “Quero jogar todos os jogos, ainda mais sendo um jogo no Nordeste”, disse Hulk, que viaja neste domingo para Fortaleza, onde a comissão técnica definirá a sua participação no segundo jogo da seleção na Copa.