A solução para o polêmico caso envolvendo a sul-africana Caster Semenya, atual campeã mundial dos 800 metros rasos, será conhecida em junho, assegurou nesta sexta-feira Lamine Diack, presidente da Iaaf, entidade que controla o atletismo mundial.

A atleta de 19 anos não compete oficialmente desde quando venceu a prova dos 800 metros rasos no Mundial de Berlim, no ano passado. A partir daquela conquista, ela virou o centro de uma polêmica que culminou com testes de gênero a que foi submetida para comprovar a sua sexualidade.

Tendo em vista a facilidade com que venceu a prova no Mundial e a condição física avantajada que exibiu, Semenya foi acusada de ser supostamente uma hermafrodita e, com isso, levar vantagem sobre as suas adversárias.

Logo após a realização dos testes, um jornal australiano chegou a publicar que o resultado dos mesmos indicaram que a atleta tem os órgãos sexuais masculino e feminino, fato que não foi confirmado nem negado pela Iaaf.

“Nós estamos no caminho para encontrar uma solução (para o caso) não depois do final de junho”, afirmou Diack, em Doha, no Catar, que recebe a partir desta sexta-feira a Diamond League, uma espécie de circuito mundial do atletismo (antiga Golden League). “Essa garota está em uma situação difícil e isso é difícil para todos”, reforçou.

A Iaaf já anunciou por diversas vezes que só irá tornar público os resultados dos testes envolvendo a atleta após a conclusão do processo médico do caso. A entidade garante também que Semenya concordou em não competir enquanto o resultado dos testes de gênero não forem revelados.

Recentemente, a corredora sul-africana afirmou que tem planos de retornar às competições no dia 24 de junho, no Meeting de Zaragoza, na Espanha.

Em abril passado, a atleta não foi autorizada pela Iaaf de participar de um evento de atletismo em Stellenbosch, na África do Sul, quando ela chegou a dizer que nada a impedia de disputar a competição. Em seguida, porém, recuou diante da proibição ao ser aconselhada pela entidade que controla o atletismo sul-africano a seguir o que manda a Iaaf.

Chateada com a sua situação, Semenya cogitou, também em abril, até mesmo a possibilidade de deixar o esporte, tendo em vista a indefinição sobre o seu futuro no atletismo.