A Iaaf (Associação Internacional das Federações de Atletismo) indicou nesta quarta-feira que o caso de doping da estrela jamaicana Veronica Campbell-Brown pode não ter sido proposital. A bicampeã olímpica dos 200m testou positivo para um diurético durante uma prova em seu país, no começo do mês passado.

De acordo com a entidade que rege o atletismo internacional, o caso aparecer ser “menos” ofensivo por indicar ter sido sem intenção. Veronica Campbell teve seu caso revelado na terça pela Federação Jamaicana de Atletismo e acabou punida por três meses de suspensão preventiva, até que ela seja julgada pelo painel da Iaaf.

O porta-voz da Iaaf, Nick Davies, pediu que a imprensa tenha cuidado ao julgar antecipadamente a bicampeã olímpica. “Apesar de nós normalmente não comentarmos casos em andamento, gostaríamos de pedir à imprensa para que tenha senso de realidade. Todas as evidências apontam para um caso inofensivo”, disse ele.

Herb Elliott, médico responsável pelo Comitê Antidoping da Jamaica, confirmou que o doping foi por diurético, como havia revelado, na sexta, o jornal local The Gleaner. O profissional, porém, não especificou qual a substância proibida para a qual Veronica testou positivo.

A velocista corre o risco de ser punida por até dois anos de suspensão, mas caso consiga provar que o diurético foi ingerido sem conhecimento, ela pode pegar uma punição de poucos meses ou mesmo apenas uma advertência pública.

Dona de sete medalhas olímpicas (três de ouro) e nove mundiais (duas douradas), Veronica Campbell estaria “chocada” com a notícia do doping, segundo disse seu empresário, Claude Bryan. “Veronica não é uma trapaceira. Ela conquistou, com trabalho duro e dedicação, uma reputação que é absolutamente insuperável”, disse ele.