Você acha que o Campeonato Paranaense está confuso? Ainda era possível piorar. E piorou com o despacho do presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva, Ronaldo Piacente, divulgado na tarde deste sábado (1), que faz a rodada deste domingo (2) do Campeonato Paranaense ficar sub-júdice. É isso mesmo. Os jogos que abrem as quartas de final vão acontecer, mas por enquanto não tem valor, só vão valer – ou não – depois do julgamento do Caso Getterson, marcado para quinta (6), no Rio de Janeiro.

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É inevitável colocar um personagem nessa história. O pedido do Toledo, parte interessadíssima no caso (afinal, escapa do rebaixamento se o Jotinha for punido), foi refeito na manhã deste sábado com a assinatura de dois advogados. Um, Nixon Fiori, estava no caso desde o início. O segundo é a novidade. E que novidade. Paulo Schmitt, ex-procurador-geral do STJD, foi contratado para trabalhar para o Toledo e participou da feitura do pedido de medida cautelar enviado a Ronaldo Piacente.

O nome de Schmitt causa um terremoto no Caso Getterson. Ele conhece os meandros do STJD como poucos. Sabe como o tribunal trabalha, e o fato de conseguir uma vitória parcial já em seu primeiro ato mostra que a situação está embaralhada.

A decisão do STJD deixa a rodada sem uma homologação. Os resultados não ficam valendo, a Federação Paranaense de Futebol não pode confirmá-los. Isto retira, em tese, a possibilidade de o Londrina se classificar diretamente para as semifinais, hipótese ventilada após as duas negativas de suspensão do Paranaense, pelo próprio STJD e pelo Tribunal de Justiça Desportiva do Paraná.

De qualquer forma, fica o reforço. As partidas vão acontecer. Neste domingo, tem Atlético x Paraná Clube na Arena da Baixada, Cascavel x Coritiba no Olímpico Regional, Prudentópolis x Cianorte no Newton Agibert e Londrina x J. Malucell (com transmissão da RPC) no estádio do Café. Podem ter certeza que os jogos vão acontecer. Se eles vão valer, só Deus sabe. E o STJD.