Os jogadores ingleses encaram a partida de sexta-feira contra o Brasil como um prêmio, uma oportunidade à sua geração. Afinal, o último encontro entre os dois times em um Mundial foi em 1970, quando o Brasil venceu por 1 a 0, gol de Jairzinho. Por isso, todos querem jogar. E os 11 titulares vão estar em campo.

Mesmo que Michael Owen não tenha participado do treino desta terça-feira e também não tenha comparecido à entrevista coletiva para que estava escalado. Ele sente dores na virilha direita e por conta delas deixou o jogo contra a Dinamarca no intervalo. Os ingleses já venciam por 3 a 0 e puderam se dar ao luxo de preservar um de seus dois mais importantes jogadores.

O outro também foi alvo de boatos. O jornal Daily Express publicou que o médico Simon Coope teria dito que David Beckham teria condição física para agüentar apenas 45 minutos contra o Brasil. Não foi o que o treino mostrou. Beckham correu bastante, participou de divididas, não tirou a chuteira um instante sequer. Fez gols e deu passes. Joga os 90 minutos, com certeza.

Quem também espera a partida com muita ansiedade é o meia Paul Scholes. Ele tem 13 gols marcados em 45 jogos pela Inglaterra, mas está há 13 jogos sem marcar. ?Não existe oportunidade melhor do que essa para mudar as coisas. Minha contusão no pé sarou, estou me sentindo muito bem e pronto para essa partida. Todo jogador de futebol sonha enfrentar o Brasil e eu também. Eles são os favoritos, mas também temos condições de vencer?.

Os elogios de Scholes são direcionados para os três ?Erres?. ?Rivaldo, Roberto Carlos e Ronaldinho podem mudar um jogo de futebol em um instante, em uma jogada isolada. Por isso, o Brasil é o favorito?. Mas há como vencer. ?O time do Brasil dá muitos espaços para se jogar.

Temos de aproveitar isso?, disse Scholes, na coletiva que participou, substituindo a Owen.

O discurso sobre espaços deixados na defesa não é apenas de Scholes. Grip Tord, auxiliar-técnico de Sven-Goran Ericksson também o repete. ?Teremos espaços para mostrar o nosso jogo e temos de fazer isso. Se ficarmos sentados, esperando o Brasil jogar, será muito difícil para nós?.

 Tord afirmou que os ingleses não estão preocupados com erros de arbitragem que teriam favorecido o Brasil contra a Turquia e contra a Bélgica. ?Temos é de nos preocupar com nossos jogadores e com os jogadores do Brasil. Não vamos ficar pensando em juizes?. O volante Nicky Butt, entretanto, discorda de seu técnico. ?O gol da Bélgica foi legítimo. Foi o segundo erro a favor do Brasil. Espero que não haja o terceiro?.