O Internacional repetiu o filme do jogo de ida nesta quarta-feira à noite para triunfar na grande decisão da Copa Libertadores. Assim como já havia feito no México, o time colorado começou perdendo para o Chivas no Beira-Rio, em Porto Alegre, mas foi buscar a virada, desta vez por 3 a 2, para garantir o bicampeonato da competição continental.

Sem contar com Alecsandro, vetado por lesão, o Inter viu novamente brilhar a estrela de Rafael Sóbis, que foi inscrito apenas a partir das semifinais. Após o Chivas terminar o primeiro tempo vencendo por 1 a 0, o atacante marcou o gol de empate para incendiar o jogo. Depois, Leandro Damião, que substituiu Sóbis, e Giuliano fizeram 3 a 1. Nos acréscimos, o time mexicano ainda descontou.

O segundo título do Inter na Libertadores vem quatro anos após a primeira conquista colorada. Em 2006, a equipe do atual técnico Celso Roth triunfou sobre o São Paulo.

Por coincidência, o rival paulista foi o último adversário antes da decisão, nas semifinais. Agora, o Inter já aguarda pela disputa do Mundial de Clubes da Fifa, em dezembro, em Abu Dabi, nos Emirados Árabes.

A nota negativa da final ficou por conta da confusão que se seguiu após o apito final do árbitro. Alguns jogadores do Chivas foram tomar satisfações e os colorados partiram para cima. O zagueiro índio era o mais exaltado, tentando acertar os mexicanos, mas o tumulto terminou sem consequências mais graves.

O JOGO – Mesmo com a torcida do Inter entoando cantos no Beira-Rio desde o primeiro minuto, foi o Chivas que tentou sair para o ataque nos instantes iniciais da decisão. Mas a ofensividade dos mexicanos durou pouco. O time colorado logo tomou o controle do jogo e começou a buscar o gol que aumentaria a sua vantagem.

Ainda antes dos dez minutos, o Inter já tinha chegado ao gol do Chivas por duas vezes. Na mais perigosa delas, D’Alessandro cobrou falta da direita e Índio cabeceou.

No meio do gol, Michel fez a defesa. Já o Chivas teve apenas uma chance antes de a equipe gaúcha aumentar a pressão. Aos 22, Fabián chutou de longe com perigo.

A partir da metade do primeiro tempo, o time de Roth se lançou de vez ao ataque. Primeiro, Tinga fez bela jogada individual, se livrou da marcação e tocou atrás.

Taison chegou batendo, mas Michel espalmou. Com 26 minutos, D’Alessandro fez boa cobrança de falta na entrada da área, que só não foi no gol porque desviou na barreira.

Ofensivo, o Inter dava a impressão de que o gol era questão de tempo. Além de não sentir a ausência de Alecsandro como referência, a entrada de Sóbis deu mais movimentação para o ataque.

D’Alessandro também vinha se destacando e a marcação colorada quase não dava espaço para o Chivas. O time mexicano, porém, encontrou a brecha que precisava já no fim da primeira etapa, quando o jogo estava mais aberto.

Aos 42 minutos, De Luna descolou bom lançamento para a área. Em jogada semelhante ao segundo gol do Inter em Guadalajara, Omar Bravo cabeceou para o meio, onde estava Fabián. Mesmo marcado, o mexicano girou e conseguiu um chute parecido com voleio. A bola foi perto do ângulo direito, surpreendendo o goleiro Renan.

Após tentar reagir de maneira imediata ao gol no primeiro tempo, o Inter voltou para a etapa complementar determinado a conquistar o empate. O Chivas, por sua vez, deixou claro que estava satisfeito com o resultado e tentaria apenas se defender para, se possível, sair nos contra-ataques.

Logo no primeiro minuto, Taison arrancou pelo meio e bateu de bico, quase surpreendendo Michel. Mas o goleiro mexicano se recuperou no próximo lance do Inter, quando Sóbis recebeu na área, demorou para definir a jogada e viu Michel sair nos seus pés. O atacante se consagraria apenas minutos depois, ao empatar a decisão.

Aos 16, Kleber cruzou da esquerda, Tinga não alcançou na área e Sóbis apareceu por trás da marcação para se antecipar a Michel. Com um leve toque, ele desviou e fez 1 a 1, para delírio da torcida do Beira-Rio. Na sequência, apesar de ter sentido o ombro direito ao se chocar com o goleiro, Roth sacou Taison para a entrada de Giuliano.

Novamente em desvantagem no confronto, o Chivas bem que tentou ser mais ofensivo, mas um jogador que veio do banco de reservas garantiria de vez o título para o Inter.

Leandro Damião, que tinha entrado no lugar do cansado Sóbis, pegou a bola ainda no campo de defesa, deu um drible da vaca e arrancou para bater na saída do goleiro. A bola ainda bateu em Michel antes de entrar, mas a festa colorada estava garantida.

Até o apito final, a torcida gaúcha ainda pôde comemorar o gol de Giuliano, já aos 44 minutos. Em grande jogada, o meia passou por dois marcadores e tocou com classe na saída de Michel, encobrindo o goleiro.

No fim, houve tempo para Arellano ser expulso por uma falta feia e Araujo marcar o segundo do Chivas. Nos acréscimos, Bautista cobrou falta no travessão e o mexicano fez no rebote.

Ficha técnica:

Internacional 3 x 2 Chivas

Internacional – Renan; Nei, Bolívar, Índio e Kleber; Sandro, Guiñazu, Tinga (Wilson Matias) e D’Alessandro; Taison (Giuliano) e Rafael Sóbis (Leandro Damião). Técnico: Celso Roth.

Chivas – Michel; De Luna, Magallón, Reynoso e Ponce (Escalante); Baez (Vázquez), Araujo, Fabián e Bautista; Arellano e Omar Bravo. Técnico: José Luis Real.

Gols – Fabián, aos 42 minutos do primeiro tempo; Rafael Sóbis, aos 16, Leandro Damião, aos 30, Giuliano, aos 44, e Araujo, aos 47 minutos do segundo tempo.

Cartões amarelos – Giuliano e Bolívar (Internacional); Omar Bravo, Bautista, De Luna e Fabián (Chivas).

Cartão vermelho – Arellano (Chivas).

Árbitro – Oscar Ruiz (Colômbia).

Renda e público – Não disponíveis.

Local – Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre (RS).