O clássico Atletiba mexe com a cidade e provoca fortes emoções nos torcedores. Até quem não é fã de futebol quer saber quanto foi o resultado do jogo. No domingo, às 19 horas no Couto Pereira, mais um capítulo desta história rica e de tantas emoções.

Ao total foram disputados 337 clássicos e o Coritiba leva a melhor. O Coxa contabiliza 128 triunfos. O Atlético venceu por 108 oportunidades e ao total são 101 empates.

Muitos jogadores já brilharam em Atletibas e hoje vamos conversar com dois deles. Do lado do Coritiba, Jairo, a “Muralha Negra”, campeão brasileiro com o clube em 1985, fechou o gol alviverde por diversas oportunidades e é o goleiro que até hoje ostenta o maior tempo sem ir buscar as bolas nas redes no futebol brasileiro. A façanha aconteceu quando defendia o Corinthians. Na temporada de 1977 e 1978, Jairo ficou invicto por 1.132 minutos.

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Dirceu, o “Carrasco do Coxa” jogou três Atletibas e fez quatro gols no ano do título rubro negro em 1990.

Hoje, o ex-jogador tem três escolinhas de futebol e fala da sua expectativa para o clássico. “O Coritiba não jogou bem contra o Iguaçu, mas em Atletiba as coisas mudam. Eu quero ver o Coxa vencendo”, disse. Para a “Muralha”, é difícil apontar quem vai vencer.

“Normalmente não tem favorito. Os dois times ficam iguais no sentido de marcação. Acredito que o Coritiba está um pouco melhor, mais homogêneo. Tem que jogar bem porque o Atlético tem um bom time”, relatou.

O goleiro, que ganhou muitos Estaduais na década de 70, diz que todos os clássicos foram importantes. “Joguei por 10 anos no Coxa e por isso muitos Atletibas importantes. Os que decidiram títulos foram especiais. Tenho certeza de que os jogadores irão se empenhar assim como a gente fazia”, finalizou.

Pelo Atlético, o atacante Dirceu Mattos, “O Carrasco do Coxa”, não jogou tantos Atletibas como Jairo, mas o suficiente para honrar o apelido. “Eu joguei três clássicos e fiz quatro gols em 1990”, disse. Atualmente, Dirceu é treinador de futebol do Londrina Junior Team e o “Carrasco” aposta em um grande jogo no domingo.

“Sempre foi um diferencial em Curitiba (o clássico). Eles (Coxa) farão 100 anos e querem conquistar o título, mas o Atlético tem a sua força e tradição. As duas equipes estão em formação e vai ser um grande jogo”, salientou. “O Atlético manteve a base e o Coritiba perdeu alguns atletas, principalmente na frente. O Atlético está mais preparado, mas clássico é superação”, relatou.

Para Dirceu, o jogo mais memorável para ele foi a final do Paranaense de 1990, quando o Furacão foi campeão no Couto. “Jogávamos pelo empate naquela ocasião. A responsabilidade era grande e fiz 1 a 0. Depois o Pachequinho empatou e o Berg virou, mas acabou fazendo contra peto do fim do jogo e ficamos com o título. Foi inesquecível”, finalizou.