São Paulo – Quem acompanhou a ponta Jaqueline em quadra na vitória da seleção brasileira na Copa dos Campeões ou na conquista do campeonato carioca pelo Rexona/Ades sexta-feira, só viu a atleta promissora de 22 anos ou, para quem prefere dar mais atenção à beleza do que ao esporte ,uma candidata à musa da nova geração do vôlei do Brasil. O que pouca gente sabe é que a jogadora quase teve a carreira encerrada por causa de uma seqüência de três contusões, duas delas no joelho esquerdo, protagonizando uma história semelhante a do atacante Ronaldo, do Real Madrid. A ponta garante que, hoje, mais do que os elogios à beleza ou títulos no currículo, seu maior orgulho é estar em quadra totalmente recuperada.

O drama de Jaqueline começou em julho 2002, um ano após ter sido eleita a melhor atleta do mundial juvenil. Em julho, a jogadora teve um problema circulatório na mão que a impediu de jogar o Mundial da Alemanha. Na volta, três meses depois, sofreu uma contusão nos ligamentos cruzados do joelho que exigiram cirurgia e cinco meses de recuperação.

A ponta ensaiou novo retorno às quadras em março de 2003. Tal qual o fenômeno do futebol, a contusão no joelho voltou, o que a obrigou à nova operação e mais um longo período de reabilitação. Para piorar, uma desvantagem de Jaqueline em relação a Ronaldo: enquanto o então atacante da Internazionale de Milão  viveu seu drama já famoso, a ponta era apenas uma promessa em vias de não se confirmar. Todo o esforço em deixar o Recife pelo sonho de uma carreira no vôlei teria sido em vão.

Mágoa

A jogadora lembra quando, durante sua recuperação, muitas pessoas deram sua carreira por encerrada. ?Me magoava, mas a força de vontade em voltar era superior?, recorda. ?Quando falavam que eu não ia mais voltar eu ficava mais confiante que de ia mostrar para essas pessoas que elas estavam erradas?, conta Jaqueline. ?Hoje escuto muito: Jaque, você é um exemplo de garra e superação, pois imaginava que não fosse mais jogar?, afirma, com satisfação.

Segundo a ponta, foi graças a ao apoio da família, em especial da mãe, Josiane, e dos amigos que o retorno foi possível. ?Também fui muito incentivada por atletas que passaram pelo mesmo problema que o meu e isso me dava forças para que eu não desistisse nunca.?