O Paraná Clube entra em campo hoje às 16h20, na Arena Joinville, disposto a provar que já se recuperou dos “ferimentos” causados pelo empate no último segundo do jogo frente ao Atlético-GO. Vivo na luta pelo acesso, o Tricolor adota “tática de guerra” para as sete batalhas que tem pela frente, a contar do confronto desta tarde, onde encara o desesperado Joinville. O time catarinense vê no duelo a última cartada na tentativa de aproximação do G4.

O técnico Dado Cavalcanti mantém um discurso otimista quanto ao futuro do Paraná, usando como exemplo o próprio passado do clube. “Uso as palavras do Renato Secco (preparador de goleiros) que está no clube há dez anos. Nas temporadas passadas, neste momento, o Paraná estava brigando contra o rebaixamento ou cumprindo tabela. Dependemos apenas das nossas forças para garantir esse acesso e isso vale muito”, ressaltou o treinador paranista, que mais uma vez optou por não antecipar a escalação da equipe.

O empate da terça-feira passada não foi bem digerido e houve muita cobrança pelo descuido de marcação no lance derradeiro do jogo. Essa pressão, porém, é encarada com naturalidade. “A pressão só existe porque nós demos esperanças ao torcedor. Foi esse grupo que trouxe o Paraná até aqui, quase sempre no G4. E será esse grupo o responsável pelo acesso”, disse Dado, confiante, apesar das dificuldades.

Numa projeção natural, o Tricolor teria que vencer de quatro a cinco jogos dependendo das combinações nos confrontos diretos nessas últimas sete rodadas.

“O espírito tem que ser decisão. O Joinville vem para tudo ou nada, porque uma derrota praticamente os tira da briga. Então, temos que estar ligados do início ao fim e no mínimo igualar na disposição”, comentou Dado Cavalcanti, prevendo um jogo tenso. “É claro que quando você pega um time sem maiores ambições, o clima do jogo é diferente. Também teremos que fazer alguns ajustes na proposta de jogo, diante daquilo que o Joinville irá oferecer de dificuldade”, completou.

A tendência é que o Paraná adote uma postura cautelosa nos movimentos iniciais da partida, sem se expor em demasia. No entanto, Dado deixou claro que não irá alterar profundamente a estratégia aplicada ao longo da maior parte desta Série B. Quase sempre, ele escalou o time com três atacantes. “Mexo pouco na equipe de um jogo para outro. Não pretendo alterar essa forma de agir”, arrematou.