O Paraná Clube terá esta noite, diante do Vasco, às 21h50, o jogo mais importante até então na Série B. O compromisso contra a equipe carioca é tratado como decisão e se tratando de uma grande partida, a vitória seria muito comemorada pela comunidade paranista.

Vários ingredientes motivam os jogadores para chegar a este êxito. Inicialmente, o clube precisa somar três pontos para ficar mais tranquilo nas rodadas finais e evitar o desgaste no último mês em que a competição será disputada. Neste momento, o Paraná está a cinco pontos da zona do rebaixamento e uma vitória hoje, deixaria o time muito próximo de garantir a permanência na Segundona.

Outro estímulo para o jogo na Vila Capanema é a exposição. O Vasco é o adversário que chama atenção da mídia e do grande público. Sendo assim, os atletas naturalmente entram no jogo mais motivados. Uma boa participação acaba rendendo mais elogios e olhares de outros centros, podendo inclusive provocar convite e sondagens em futuras negociações.

“É um sonho de todo jogador enfrentar uma das maiores equipes do Brasil. Espero ajudar o Paraná e sabendo das dificuldades que iremos enfrentar, vamos buscar a vitória a todo tempo e creio que faremos um grande jogo”, disse o zagueiro Alef, que entra no time.

Outro atleta que está bem motivado é o lateral Chiquinho. O jogador começou a carreira em São Januário e tem boas lembranças do tempo de Vasco. Inclusive teve a oportunidade de estar pertinho do ídolo Romário. “O Vasco foi muito importante na minha formação como atleta profissional e tenho muita história bacana daquela época. Acho que a mais marcante foi participar do retorno do Romário, pouco antes do gol mil dele. Tinha 19 anos quando fiz o meu primeiro jogo como profissional e foi em um amistoso no qual ele fez três gols. Eu estava ali, jogando ao lado de um dos maiores jogadores da história do futebol mundial”, lembrou Chiquinho através da sua assessoria de imprensa.

O Tricolor ainda coloca em xeque neste confronto, o bom desempenho como mandante. São onze jogos de invencibilidade e a equipe não perde em casa desde junho – derrota para a Luverdense por 2×0. De lá para cá, foram seis vitórias e cinco empates. “Por jogar em casa temos que aproveitar e ter a iniciativa do jogo. Acredito em um jogo aberto, pois os times têm que buscar o resultado. É uma partida que teremos espaço, mas temos que produzir, ocupar o campo adversário, ter a posse de bola e envolver o adversário para chegar ao resultado”, afirmou o técnico Ricardinho.

Por fim, a torcida também pode ajudar. A diretoria quase negociou o jogo para o estádio Mané Garrincha, em Brasília. O valor destinado ao Tricolor chegaria a R$ 300 mil, mas a direção acredita que a renda na Vila Capanema possa ultrapassar o cachê que chegaria ao cofre
paranista.