Athos pode ficar, mas tem
que acertar sua renovação.

Paraná Clube e Prudentópolis fecham o Torneio da Morte no sábado, num jogo apenas para cumprimento de tabela. Isso na teoria, pois o técnico Paulo Campos – que assume o tricolor na segunda-feira – fará as últimas observações nesta partida, às 15h30, no Pinheirão. Por mais que o assunto seja evitado por dirigentes e integrantes da comissão técnica, uma lista de dispensas está sendo concluída e a partir da próxima semana o elenco sofrerá profunda mutação.

Muitos jogadores titulares no campeonato paranaense não devem “emplacar” no grupo que estréia no Brasileirão dentro de vinte dias, frente ao Santos, em Curitiba. Uma simples projeção mostra o nível dos cortes. Pelo menos treze novos jogadores devem começar a trabalhar na segunda-feira. Como a intenção de Paulo Campos é ter à disposição um grupo com 28 atletas, as dispensas serão inevitáveis. O meia Athos e o atacante Fábio Oliveira vivem a expectativa de renovar seus contratos, que se encerram no próximo mês.

Os dois fizeram juntos nove dos catorze gols que o tricolor marcou neste quadrangular. Se firmaram como titulares em um setor visivelmente carente desde o “desmanche” que ocorreu no final de 2003. Muitos foram testados – Éverton, Alex, Vandinho… – mas apenas a dupla conseguiu relativo sucesso. “É claro que queríamos estar brigando pelo título, mas o início de competição foi ruim e não houve tempo para arrumar a casa”, comentou Athos, que balançou as redes três vezes neste Torneio da Morte.

Mesmo já tendo anunciado a vinda de Adriano e Galvão, atacantes do Iraty, o Paraná tem poucas opções ofensivas. Pelo menos mais um centroavante está sendo sondado pelos dirigentes e isso pode pesar favoravelmente a Fábio Oliveira. O atacante mostrou, nesta rápida passagem, ser um jogador vibrante e participativo. “O vaivém é inevitável, mas se eu pudesse, gostaria que todos ficassem, pois eles foram importantes em um momento delicado”, comentou Neguinho. Voltando à condição de auxiliar, ele não está participando da análise sobre o grupo, a cargo do novo técnico e da diretoria.

O diretor de futebol Durval Lara Ribeiro está no interior paulista resolvendo as últimas pendências. Pelo menos mais cinco jogadores devem ser contratados. O atacante Giuseppe, do Goiás, seria uma das opções. Os dirigentes não confirmam e mantêm a política de só anunciar reforços após a conclusão das negociações. Para Ribeiro, 85% do elenco já está acertado. “Teremos dois jogadores para cada posição e o quesito básico é o mesmo do ano passado: jogadores que queiram vencer na vida”, afirmou.

Três desfalques no Sábado

Três titulares desfalcam o Paraná no último jogo da equipe no campeonato paranaense. Além de João Vítor e Wiliam, suspensos, o técnico-interino Édson “Neguinho” dos Santos não poderá contar com o zagueiro Fernando Lombardi, vetado pelo departamento médico. Como o jogo não é decisivo, decidiram preservar o atleta, que se recupera de dores musculares.

No primeiro coletivo da semana, Neguinho manteve João Paulo na zaga e a mesma composição defensiva utilizada em Maringá. No meio-de-campo, o treinador supre a ausência de João Vítor com a volta de Alexandre, após cumprir suspensão. O goleiro Flávio também volta à equipe. Já no setor de criação, a opção foi pelo recuou de Athos. Assim, Cacau treinou no ataque, ao lado de Fábio Oliveira.

“Tenho ainda outras opções – Alex e Éverton – e no apronto devo definir qual a melhor formação”, disse Neguinho. Apesar do jogo não alterar a situação do clube, que já se garantiu na primeira divisão do ano que vem, toda a programação da semana foi mantida, inclusive com as atividades do psicólogo Gilberto Gaertner. No coletivo de ontem, Neguinho escalou a seguinte equipe: Flávio; Erivélton, João Paulo, Gélson Baresi e Jadílson; Alexandre, Goiano, Athos e Jean Carlo; Cacau e Fábio Oliveira.