As obras na Arena da Baixada estão liberadas novamente. Na madrugada de ontem, a juíza Lorena de Mello Rezende Colnago expediu a decisão, após analisar o relatório feito pelo Grupo Móvel de Auditoria de Condições do Trabalho (GMAI). Com a sentença favorável, ontem mesmo os funcionários já retomaram as suas atividades. Porém, a reforma do estádio ainda corre risco de ser embargada novamente.

De acordo com a decisão judicial, o Atlético resolveu os principais problemas no canteiro de obras, mas sete pontos ficaram pendentes: a implementação de treinamentos específicos e contínuos aos operários; comprovar a documentação de todos os equipamentos de segurança entregues aos trabalhadores; instalação de um ambulatório de primeiros socorros; melhorar a sinalização no local; apontar um local adequado para o reabastecimento das máquinas; instalar uma iluminação noturna adequada e aumentar a mureta do contorno interno da arquibancada superior, passando de 90 centímetros, para 1,20m.

O prazo para que todas essas melhorias sejam feitas foi de 72 horas, contando desde ontem. Desta forma, o Furacão tem até amanhã para resolver todas as pendências. Na sexta-feira, a Justiça do Trabalho deve enviar um perito para conferir as alterações e, se alguma coisa não ficar de acordo, as obras podem voltar a ser embargadas.

Vale lembrar que o embargo da reforma da Arena aconteceu na terça-feira da semana passada, após uma determinação da própria juíza Lorena de Mello Rezende Colnago, baseada em relatório feito pelo GMAI, entre os dias 16 e 27 de setembro, que apontava várias irregularidades no local. No total, foram apontados 208 autos de infração, sendo a maioria por questões de segurança de trabalho.

O presidente do Atlético e da CAP S/A, Mário Celso Petraglia, se defendeu e garantiu que tudo já havia sido regularizado conforme o exigido, mas que ninguém voltou ao estádio para fazer uma nova vistoria antes do embargo. O clube ainda tentou um mandado de segurança para que a reforma pudesse fluir normalmente, até o novo resultado sair. No entanto, o pedido foi negado, totalizando seis dias de obras paradas.