Kaká deixou nesta sexta-feira a clínica em Amberes, na Bélgica, onde passou por uma cirurgia no joelho esquerdo na quinta. Confiante em sua recuperação, o meia do Real Madrid prometeu trabalhar duro para voltar o mais rápido possível – a previsão é de que fique afastado por até quatro meses – e fez uma revelação: desde antes da Copa do Mundo da África do Sul, ele já sentia dores no joelho.

“Tinha problemas no joelho desde a temporada passada, inclusive antes de jogar o Mundial, mas não sabia apenas que a contusão era grave”, afirmou ao Marca o brasileiro, que seguiu para Madri ainda nesta sexta-feira. “É um momento difícil, mas trabalhei duro para voltar”.

Há cerca de um mês, logo após a eliminação brasileira na Copa, o médico da seleção, José Luiz Runco, reconheceu que Kaká atuou sem as condições físicas ideais. Ele defendeu, no entanto, que o meia estava com “85% de suas condições” e que não colocou o jogador em risco, versão contestada nesta sexta pelo médico Marc Martens, responsável pela cirurgia de Kaká. “Sua carreira correu sério perigo”, afirmou Martens também ao Marca.

Mas para o meia brasileiro, era difícil prever que seu problema fosse realmente no joelho. Como estava lutando contra uma pubalgia desde o final do ano passado, Kaká pensou que as dores fossem consequência do tratamento. “Pensamos que era isso, que podia ter uma desequilíbrio muscular. Os médicos sabiam que eu tinha dores. Todos sabíamos, mas pensamos que fosse a pubalgia”.

Somente quanto retornou de férias e iniciou a pré-temporada, segundo explicou Kaká, ele percebeu que sua lesão no joelho era grave e precisaria de cirurgia. “Quando acabou o Mundial, pensei que essa dor era da pubalgia e que me recuperaria nas férias. Então, depois me avaliaram e vimos que era grave”, lamentou.

Kaká ainda agradeceu o apoio de José Mourinho, novo técnico do Real Madrid. “Mourinho tem sido muito especial para mim, carinhoso, e já me disse que espera que eu retorne 100%. Por isso, estou muito feliz”, finalizou o brasileiro.