Kimi Raikkonen pode ter ficado longe da disputa pelo título ao abandonar o GP da Bélgica, domingo passado, mas parece ter recuperado a vontade de vencer. E a recompensa veio ontem em Monza com o anúncio feito pela Ferrari de que ele continua mais dois anos na equipe, até o final de 2010. Seu contrato atual terminaria no final da próxima temporada.

Animado, o finlandês fez o melhor tempo ontem na abertura dos treinos para o GP da Itália, 14.ª etapa do mundial de Fórmula 1. Foi um dia tumultuado no histórico circuito italiano, com uma tempestade de proporções bíblicas pela manhã que interrompeu o primeiro treino a 4 minutos do final. Sessão com tanta água, que apenas 14 dos 20 pilotos registraram tempos, porque a pista estava impraticável.

De tarde, com o sol aparecendo, o asfalto secou e Kimi cravou 1min23s861 em sua melhor volta, seguido muito de perto pela dupla da BMW Sauber, Robert Kubica e Nick Heidfeld. O líder do campeonato, Lewis Hamilton, ficou em quarto, com Felipe Massa, dois pontos atrás na classificação, em sexto.

Os poucos pilotos andaram no molhado poderão ter alguma vantagem hoje na classificação, porque a meteorologia indica que poderá chover de novo na hora da definição do grid de largada (9h de Brasília), e amanhã, na corrida.

Raikkonen disse ontem, depois do anúncio da extensão de seu contrato, que nunca pensou em parar de correr, ao contrário do que se especulava. “Isso era coisa da imprensa”, falou. Os boatos davam conta de que ele penduraria o capacete no fim do ano que vem, o que abriria as portas da Ferrari para Fernando Alonso.

O espanhol, agora, tem três opções para o futuro próximo. Ficar na Renault, com quem tem contrato até o fim da próxima temporada, aceitar o convite da Honda, que tem dinheiro, mas não possui um bom equipamento, ou atender ao chamado da BMW Sauber, que teria lhe oferecido um contrato de três anos.

Alonso disse que a renovação de Kimi não surpreendeu, e negou-se a comentar a chance de correr na Ferrari em 2011. “Eu só consigo pensar a F1 para daqui a um ou dois anos. Em 2011, pode ser que eu esteja andando de moto, ou jogando golfe”, brincou.

Para Massa, a permanência de Kimi por mais dois anos ao seu lado será positiva para a Ferrari. “Nós não somos amigos pessoais, mas trabalhamos bem juntos, e a equipe sempre apostou na continuidade”, disse o brasileiro.