O sorriso que Lewis Hamilton arrancou do público inglês no sábado ficou meio amarelo depois das 59 voltas do GP da Inglaterra, nona etapa do Mundial de Fórmula 1, no domingo. O inglês-prodígio da categoria não converteu em vitória a pole position que fizera na véspera. Acabou sendo superado pelo ferrarista Kimi Raikkonen, o vencedor, e por Fernando Alonso, seu companheiro de McLaren.

Hamilton fez a classificação com o carro bem mais leve que seus adversários. E como teve de parar antes que eles para trocar pneus e reabastecer, ambos não tiveram dificuldades para ultrapassá-lo. De qualquer forma, foi ao pódio e levou seu nono troféu para casa, embora tenha chegado 39s3  atrás do vencedor.

Jean Todt, o chefão da Ferrari, derreteu-se em elogios a Kimi depois de sua terceira vitória no ano, segunda seguida na temporada. É o piloto que mais venceu no ano. ?Ele foi majestoso, da primeira à última volta?, disse o dirigente francês, que depois das primeiras sete corridas do mundial já começava a se perguntar se o investimento no ?Homem de Gelo? tinha valido a pena.

Kimi ganhara na França no domingo anterior e assim somou 20 pontos nas últimas duas provas, contra 10 de Alonso e 12 de Hamilton, que estão à sua frente na classificação. Num momento decisivo do campeonato, que entra na sua segunda metade, passou o brasileiro nos pontos e recuperou a confiança da equipe.

?Estou muito feliz, foi uma grande corrida. Depois de errar no sábado na classificação, fiquei muito chateado. Mas reagi. Se eu tivesse largado na pole, teria sido mais fácil?, disse o piloto. ?No início tratei de cuidar dos pneus e de economizar combustível porque sabia que Lewis ia parar antes de mim. Não faria sentido arriscar demais. Depois, sabia que Fernando ia parar antes, também. Fiquei perto dele e andei rápido na hora decisiva?.

Explicação perfeita para uma corrida vencida na base da estratégia. Foi a 12.ª vitória da carreira de Raikkonen e 197.ª da história da Ferrari, que ganhou um GP da Inglaterra pela 15.ª vez. Apesar da alegria reinante nos boxes vermelhos, Todt encontrou tempo para destacar um aspecto negativo do time em 2007: ?Nosso calcanhar de Aquiles é a confiabilidade?, disse, referindo-se ao problema que deixou Massa parado no grid. ?Mas ele fez uma corrida impressionante, largando em último e chegando em quinto?, contemporizou.