O finlandês Kimi Raikkonen, da Lotus, conquistou hoje (04) a sua primeira vitória na temporada ao vencer o GP de Abu Dhabi. A Lotus não vencia uma corrida na F-1 desde 1987, com Ayrton Senna.

O espanhol Fernando Alonso, da Ferrari, que luta pelo título, chegou na segunda colocação, seguido pelo alemão Sebastian Vettel, da Red Bull, que conseguiu chegar ao pódio mesmo após largar na última posição por causa de uma punição.

A quarta colocação ficou com o inglês Jenson Button, da McLaren, seguido pelo venezuelano Pastor Maldonado, da Williams. Felipe Massa foi o sétimo, enquanto Bruno Senna terminou em oitavo.

O inglês Lewis Hamilton, da McLaren, que largou na pole, não completou a prova. Com a segunda colocação, Alonso, vice-líder do Mundial de pilotos, diminui a vantagem de Vettel na liderança.

O espanhol tem agora 245 pontos, dez a menos do que o alemão. Já Raikkonen, que não vencia na F-1 desde o GP da Bélgica de 2009, é o terceiro no campeonato, com 198 pontos.

A corrida

As atenções na largada estavam voltadas para os boxes, de onde Vettel largou. De lá, ele teria que remar até as primeiras posições para encontrar Alonso. O espanhol, que pulou para a sexta colocação no grid, não demorou muito para ficar entre os quatro primeiros na largada.

Quem não se deu bem foi Bruno Senna. O brasileiro da Williams foi atingido por Hulkenberg, mas mesmo assim continuou na corrida, enquanto o alemão parou. Vettel, por sua vez, teve um pequeno problema com sua asa dianteira depois de um toque com Bruno Senna.

Na volta 14, Vettel aproveitou o safety car na pista por causa de um acidente que envolveu Rosberg e Karthikeyan e foi para os boxes. O piloto da Red Bull trocou pneus e bico do carro.

Foi para o fim da fila novamente, mas tinha uma nova estratégia, com a expectativa de ir até as últimas voltas sem precisar voltar aos boxes. Audacioso, na volta 15, Vettel ultrapassou dois rivais de uma vez e, logo depois, deixou Grosjean para trás.

Mas esta última ultrapassagem foi por fora da pista, o que fez a Lotus se queixar. A Red Bull foi esperta e comunicou Vettel, que devolveu a posição, mas recuperou o lugar logo em seguida.

Na volta 21, festa na Ferrari, quando Hamilton teve problemas em seu carro e parou. Com isso, Raikkonen pulou para a ponta e Alonso ultrapassou Maldonado para assumir então a segunda colocação.

A comemoração na equipe italiana só parou na 26ª volta, quando Webber tentou ultrapassar Massa e tocou no brasileiro, que rodou. Maldonado também foi vitima do australiano na 23ª volta.

Massa foi para os boxes e, mesmo com o susto, continuou na corrida. Enquanto isso, Vettel pisava fundo. Na 32ª volta, ele já era o segundo colocado. A grande questão neste momento era se o alemão precisaria passar pelos boxes novamente.

A resposta era não. Vettel foi para os boxes na volta 38 para trocar os pneus. Da segunda colocação, foi para a quarta. Sorte para Alonso, certo? Não necessariamente. Isso porque na volta 39 Perez, Grosjean e Webber se envolveram num acidente e veio a bandeira amarela.

Vettel tinha pneus novos e macios, enquanto Raikkonen, Alonso e Button tinham pneus médios e desgastados. E uma bandeira amarela para ficar ainda mais próximo. Mas não foi fácil para o atual bicampeão.

O piloto da Red Bull teve que esperar até a 52ª volta para passar Button. Depois disso, já não era possível se aproximar de Alonso, que andou forte no fim, com volta mais rápida a cada instante, mas não o suficiente para chegar em Raikkonen, que venceu pela primeira vez desde o seu retorno à F-1.