Mônaco – O único piloto que tem pouca história para contar do GP de Mônaco disputado domingo é justamente o seu vencedor. Partindo da pole, Kimi Raikkonen fez uma corrida tranqüila e liderou as 78 voltas da 6.ª etapa do mundial. Não bateu em ninguém, não teve de fazer ultrapassagens, acabou com os pneus em bom estado e na maior parte do tempo correu sozinho.

Falando assim, pode parecer que a prova foi chata. Em termos. Até a 24.ª volta, vinha sendo. Mas aí Christijan Albers, da Minardi, rodou sozinho na Mirabeau e causou um congestionamento. Schumacher não conseguiu parar e bateu em Coulthard. Os que conseguiram fugir da confusão anteciparam seus pit stops. E a corrida ganhou novo colorido.

A entrada do safety-car aproximou carros que já estavam separados por alguma distância. Os que foram para os boxes mudaram estratégias que previam paradas mais tardias. Raikkonen não se abalava. Manteve a tática inicial de fazer seu único reabastecimento bem tarde, como fez, na volta 42.

Mônaco deixou algumas lições. Além do poder de fogo mclareniano, que ganhou a segunda seguida, deu para notar que a Renault, vencedora das quatro primeiras corridas do ano, vai oscilar boas e más apresentações, dependendo da pista. A Ferrari, em ritmo de corrida, anda muito bem. Em treinos é uma tragédia. Mas deve entrar na briga aqui e acolá. A Toyota ainda tem lenha para queimar. E a Williams mostrou que não está morta.

Kimi assumiu a vice-liderança do campeonato com 27 pontos. Alonso, fora do pódio pela primeira vez no ano, foi a 49. Schumacher tem 12, em nono, mas recusa-se a desistir da luta.