Toda vez que Felipão sinaliza que pode fazer mudanças no time é igual. Os prováveis escolhidos para ?ajudar o grupo? evocam o discurso da humildade e da cooperação, os titulares dizem que não são donos da vaga, que respeitam a decisão do treinador numa eventual ida para o banco e o técnico atiça a curiosidade de todos, fazendo mistério.

Quando se trata de clássico, então, as expectativas aumentam ainda mais e uma declaração vaga, uma reticência é o suficiente para alimentar as especulações sobre quem entra e quem sai. Para o jogo contra a Inglaterra, os sinais continuam a ser vagos, mas Kléberson, que entrou na partida contra a Bélgica e deu o passe para o gol da vitória, e Ricardinho, substituto de Rivaldo nos momentos finais da partida, são os primeiros nomes a serem lembrados. Logo após a entrevista coletiva de Felipão nesta terça-feira, os dois foram escolhidos para conversar com os repórteres e não fugiram à regra.

?Eu estou aqui para ajudar no que for possível, mas o importante é que o técnico tem várias opções?, diz o paranaense Kléberson. ?Meu sonho é jogar como titular, mas podendo entrar já está bom demais?. Para isso, ele diz que joga até mais na marcação, que não é sua característica. Tudo para agradar ao ?professor?. Se não entrar, diz que também está bom. ?Se o grupo todo ganhar, quem está no banco também vai estar ganhando?.

Ricardinho adotou a mesma postura. ?Se entrar já estou no lucro, já que fui o último a se integrar?. O jogador do Corinthians afirma já estar escaldado com as especulações, como as que antecederam a partida contra a Costa Rica. ?Não entro mais nesse clima?.