A festa do meia Kléberson pela conquista do pentacampeonato continuou após a chegada do jogador ao hotel. Na primeira oportunidade que teve, Kléberson correu para o telefone para falar com a família, em Curitiba, e com a noiva, em Ibiporã.

“Ele nos ligou quando estávamos almoçando e foi uma alegria sem tamanho. Ele fez a maior festa”, disse a irmã do jogador, Patrícia Pereira. Antes de seguir para o restaurante, a família de Kléberson dividiu a alegria do penta com a família do meia Ricardinho, na cancha de grama sintética do jogador, onde cerca de 100 convidados assistiram ao jogo.

Emocionados, Paulo Olímpio e Maria Pereira, ajoelharam-se no chão quando o árbitro Pierluigi Colina decretou o fim do jogo. “Meu filho, que Deus o proteja”, disse a mãe do jogador, com lágrimas nos olhos.

Para os familiares do jogador, o momento de maior emoção, como não poderia deixar de ser, aconteceu aos 44 minutos da primeira etapa, quando Kléberson carimbou o travessão do goleiro Oliver Kahn. “Nem deu para acreditar que a bola não entrou”, lamentou Paulo Olímpio.

Agora, a família do jogador passa a contar as horas para a chegada do craque da casa em Curitiba. “Vamos recebê-lo com muita festa no aeroporto”, promete Patrícia.

Festa no interior

No “quartel general” de Ibiporã, cidade na qual Kléberson foi criado e onde reside sua noiva, Priscila Andrade Rodrigues, a festa também foi grande. Priscila organizou um churrasco com os melhores amigos do jogador e, como de costume, gritou muito. “Quando fico nervosa, solto a voz. Na hora em que ele chutou aquela bola na trave, quase perdi a voz”, diz. A gritaria continuou quando o telefone da casa tocou, com a voz de Kléberson do outro lado da linha. “Ele não parava de rir e eu ficava gritando “é penta” do outro lado. Ele estava todo contente, dizendo que tirou um monte foto com a taça. Parecia uma criança que acaba de ganhar o melhor presente do mundo”, comparou.

A conquista de Kléberson junto à seleção vai render a ele uma grande homenagem em Ibiporã. “A Prefeitura vai organizar um desfile no carro de corpo de bombeiros, como aconteceu na conquista do Brasileirão. Só que desta vez, toda a cidade vai participar”, aposta Priscila.

“Temos vantagem até 2014”

Yokohama

(AE) – Para o técnico campeão do mundo em 1994, Carlos Alberto Parreira, o mais importante do quinto título conquistado pela seleção brasileira, ontem, em Yokohama, foi a extensão de sua hegemonia no futebol internacional. “O Brasil sempre teve o orgulho de ter participado de todas as Copas do Mundo e não quer perder esse status”, destacou o treinador do Corinthians, que esteve no Mundial da Coréia do Sul e do Japão como observador da Fifa. “E, com esta nova conquista estamos em vantagem até 2014.”

Parreira defende a permanência de Luiz Felipe Scolari no comando da seleção brasileira. “O Felipão tem de ficar, o problema do Brasil é a falta de continuidade; essa troca de técnicos até três vezes num ano prejudica todo um planejamento e torna difícil até a campanha das eliminatórias.” Para Parreira, o pentacampeonato terá reflexos positivos no futebol brasileiro para jogadores, técnicos e torcida. “As eliminatórias geralmente são mais duras; depois dela, o time recuperou a confiança, foi crescendo ao longo da Copa e se encontrou na vitória sobre a Inglaterra, para, a partir daí, ir administrando sua superioridade”, analisou.