O ex-ciclista norte-americano Lance Armstrong revelou nesta quinta-feira ter finalmente devolvido o bronze olímpico que conquistou na Olimpíada de Sydney, em 2002. Ele foi obrigado a entregar a medalha ao Comitê Olímpico Internacional (COI), após ter o pódio anulado por causa do uso de doping.

Armstrong é protagonista de um dos maiores escândalos de doping do esporte. Sempre pesaram contra ele suspeitas, mas nunca foi flagrado em nenhum exame antidoping e sempre negou o uso de substâncias proibidas ao longo da vitoriosa carreira. Mas, em janeiro, acabou admitindo ter se dopado.

Numa bombástica entrevista para a tevê norte-americana em janeiro, Armstrong admitiu que fez uso de doping durante a maior parte da sua carreira, justificando que essa prática era comum no ciclismo. Com a confissão, perdeu títulos, patrocinadores e o status de maior ciclista de todos os tempos.

A confissão veio logo depois da Agência Antidoping dos Estados Unidos publicar um extenso relatório em que apontava que o astro se dopou durante a sua carreira, declarando que ele foi o responsável pelo “mais sofisticado, profissional e bem-sucedido programa de doping já visto no esporte”.

Diante disso, Armstrong teve anulado os seus sete títulos na Volta da França, um recorde na história da mais importante e famosa prova do ciclismo mundial. E também perdeu a única medalha olímpica que conquistou ao longo da carreira, o bronze da prova contra-relógio nos Jogos de Sydney.

Na última segunda-feira, o COI revelou que, apesar da medalha ter sido cassada, Armstrong ainda não tinha devolvido o bronze olímpico. Nesta quinta, porém, o ex-ciclista de 41 anos contou que entregou a peça para o Comitê Olímpico dos Estados Unidos, que a mandaria para a entidade mundial.

“O bronze de 2000 já está com o Comitê Olímpico dos EUA e será mandado para a Suíça (sede do COI) o mais rápido possível”, disse Armstrong, através do Twitter. Assim, mais um capítulo desse escândalo de doping é encerrado – e o terceiro lugar naquela prova em Sydney/2000 ficou vago.