Até antes do clássico de domingo, Atlético e Coritiba se tratavam como “coirmãos’. Hoje, no entanto, o que vale é o chumbo trocado. Depois do atleticano Manoel ter sido denunciado à procuradoria do Tribunal de Justiça do Paraná (TJD-PR) pelo Coxa, o departamento jurídico do Furacão deu sua resposta. Foi encaminhado ao promotor Ramon de Medeiros uma notícia de infração disciplinar, pedindo punição ao lateral alviverde Triguinho.

De acordo com o advogado do Atlético, Gil Justen Santana, a permissão veio do presidente Marcos Malucelli. Sem temer que os ‘laços de irmandade’ com o Coxa sejam rompidos, o Furacão quer justiça por uma entrada de Triguinho em Wallyson, ocorrida no Atletiba.

Em seu site oficial, o Atlético reforçou o clima de discórdia ao dizer que não negou ajuda ao Coritiba quando o time do Alto da Glória exigiu “apoio dos desportistas paranaenses para sua luta contra a punição aplicada pelo STJD, apoio este que não foi negado pelo CAP”.

Wallyson lesionado

Depois da entrada de Triguinho, Wallyson está desde o fim do Atletiba de domingo sem trabalhar com bola. De acordo com o médico Edilson Thiele, o atacante sofreu uma fratura metatarsiana no pé esquerdo, como indicam exames divulgados na tarde de ontem.

Thiele ressalta também a certeza que Wallyson vai ficar de fora do jogo de amanhã, contra o Iraty, e sua volta aos gramados está prevista apenas para a 2.ª fase do Paranaense. “Por enquanto, acho melhor ele continuar nos trabalhos de fisioterapia e hidroterapia”, ressaltou.

A lesão de Wallyson, conforme o departamento jurídico do Atlético, foi primordial para que a denúncia também fosse oferecida pelo clube da Baixada. “Achamos que era importante a justiça desportiva avaliar o caso”, explicou Gil Justen.

Conforme explicou o também advogado atleticano Domingos Moro, os laudos de uma perícia médica da fratura de Wallyson também foram acrescentados à notícia de infração. Ele indica que não existe um tempo pré-determinado para que a denúncia seja ou não oferecida. “Cabe apenas ao procurador definir essa questão”.