O técnico Leão recebeu duas más notícias ao chegar ao CT Rei Pelé, às 15h de ontem: a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), que a princípio havia reservado duas datas – 4 e 11 de junho – para o primeiro jogo das semifinais da chave do Santos, optou pela primeira e Ricardo Oliveira dificilmente será liberado pelos médicos para a partida de volta contra o Independiente, dia 18, em Medellín, na Colômbia. Descontente, Leão telefonou para o presidente Marcelo Teixeira e pediu para que ele se empenhe para que o primeiro jogo seja transferido para o dia 11, na Vila Belmiro. “No fax da Conmebol está escrito que o jogo será dia 4 de junho, no Brasil, sem especificar o local. Como o Santos é o único clube brasileiro que ficou na Libertadores, acho que chegou o momento de ser ajudado de alguma maneira”, afirmou Leão, que torcia para que a Conmebol marcasse o primeiro jogo para o dia 11, acreditando que Ricardo Oliveira conseguiria se recuperar a tempo. E também para que alguns jogadores que recentemente sofreram contusões, como Diego, Elano e André Luís, pudessem fazer o trabalho de manutenção.

Quanto ao local do primeiro jogo, Leão repetiu que não tem nada contra o Morumbi, dizendo que “é o campo da nossa felicidade”, referindo-se às vitórias diante do São Paulo, pelas oitavas-de-final, e do Corinthians, nas finais, no campeonato brasileiro do ano passado”, mas lembrou que no ano passado, o São Caetano fez o seu jogo das semifinais em seu estádio. “Qual é capacidade do Anacleto Campanella? Se eu puder jogar na Vila, jogo, porque não troco a minha casa pela casa de ninguém.”