O Coritiba pode comemorar. A venda do atacante Liédson, do Corinthians, para o Dínamo de Kiev, da Ucrânia, vai render um bom dinheiro para o Alviverde. Como detém 30% dos direitos federativos do atleta, o Coxa tem direito a parte da “bolada” que o empresário João Alberto Ituarte vai receber pela negociação. Ituarte, que é presidente do Prudentópolis, não revelou valores, mas estimasse que os ucranianos desembolsaram aproximadamente R$ 3 milhões. “Se não fosse, não tiraríamos o Liédson do Corinthians, um dos grandes times do País”, disse o empresário à Tribuna, pouco antes de embarcar para a Ucrânia. A idade do jogador – 27 anos -pesou na decisão de negociá-lo o quanto antes.

A única possibilidade do negócio não ser efetivado seria a de o Corinthians cobrir a proposta, dando um substancial aumento salarial para Liédson e a prorrogação do contrato por três anos, com direito a um polpudo pagamento pelo empréstimo.

O baiano Liédson, que antes de ser jogador trabalhava como caixa de supermercados, iniciou a carreira no modesto Poções-BA. Foi marcando muitos gols neste clube que ele chamou a atenção do empresário João Aberto Ituarte, que o levou para o Prudentópolis. De olho no talento do atleta, Ituarte decidiu emprestá-lo ao Coritiba, uma melhor vitrine. Após ficar preterido até mesmo nos treinamentos por um tempo, o jogador ganhou oportunidade no Brasilerião de 2001. No ano seguinte, deu um show na Copa Sul-Minas, na qual terminou artilheiro com 16 gols. O sucesso o credenciou a vestir a camisa do Flamengo e após um bom Brasileirão com a camisa rubro-negra – mesmo sem receber seus salários, veio a chance de ir para o Timão. Com a camisa alvinegra, ele marcou 10 gols e foi cogitado para fazer parte do grupo que disputou a Copa das Confederações. Foi preterido em função das convocações de Gil e Kléber.

O atacante já havia sido sondando pelo Dínamo no começo do ano, mas não acertou com o clube ucraniano. Então, teve os direitos federativos emprestados ao Corinthians até o final do ano, com uma cláusula que o libera do compromisso caso haja interesse de algum clube do exterior. Justamente o que ocorreu.