Passado o choque pelo rebaixamento para a série C do campeonato brasileiro, com algumas rodadas de antecedência, o Londrina começa a arrumar a casa. No próximo dia 18, o Conselho Deliberativo do clube elegerá o novo comandante do Tubarão, já que o ex-ídolo Carlos Alberto Garcia renunciou no final de agosto e o advogado Marcelo Leal, interino, já avisou que vai largar o futebol. O caminho mais natural será a reeleição de Agostinho Garrote, já que nenhum outro candidato se manifestou até agora.

A verdade é que após a experiência frustrada de Garcia e a queda do time para a Terceirona, assumir o comando do clube não é lá muito empolgante. Sem apoio do empresariado local e tentando manter-se na legalidade, o clube passa por difícil situação financeira. “Os empresário locais não apóiam e nós sempre tivemos conduta correta. Fica difícil concorrer com clubes que sonegam impostos e pagam jogadores por fora. Por poderem pagar mais, acabam ficando com jogadores melhores”, desabafa Leal, que quer sair do futebol por considerá-lo sujo.

Independente da justificativa financeira, Leal reconhece que houve uma falha na contratação de jogadores. Segundo o comentarista da rádio Paiquerê, J.B. Farias, foram 63 atletas contratados só para o Brasileirão. “Houve sim falha de planejamento na montagem do elenco, mas não podemos só culpar o Raul Plasman (1.º dos quatro treinadores que passaram pelo clube)”, diz Leal, reconhecendo que a diretoria errou em alguns nomes.