Eduardo Maia/Diário de Natal
Depois de discutir com policiais no gramado da Ilha do Retiro, Lori Sandri…

Normalmente calmo e pacato, Lori Sandri viveu papel de vilão na 6.ª rodada do Brasileirão. Depois de ser preso por meter-se em confusão com um policial militar durante a partida entre Sport e América de Natal (2 a 2), o ex-técnico de Atlético, Coritiba e Paraná se diz humilhado e promete processar a PM de Pernambuco.

A lambança começou logo após a troca de agressões entre o experiente Souza, do América, e o volante Bia, do Sport. O árbitro cearense Marco Antônio da Silva Sampaio mostrou cartão vermelho somente ao jogador americano, para desespero de Lori, que invadiu o campo, discutiu e fez sinal de roubo com as mãos.

O técnico também acabou expulso, e como voltou a entrar no gramado o árbitro chamou a PM para retirá-lo. Na saída, Lori afastou as mãos de um tenente que o conduzia.

Eduardo Maia/Diário de Natal
…vai preso. Técnico do Mecão foi pra delegacia.

O policial interpretou o gesto como ?agressão? e deu voz de prisão ao experiente treinador.

Lori chegou a ser algemado e conduzido a uma delegacia de plantão no Estádio Ilha do Retiro. Lá um juiz o condenou ao pagamento de 40 cestas básicas por desacato a autoridade, mas o técnico recusou-se a assinar a punição – o que faz o caso voltar à Justiça pernambucana. Uma audiência já foi marcada para 2 de julho.

Liberado ainda na noite de domingo, Lori jantou com o restante da delegação do América. O técnico chorou e disse que em 56 anos de vida e 30 de profissão jamais tinha sido tão humilhado e desrespeitado. Ele acusa ainda um PM de tê-lo agredido por trás na porta do vestiário. ?Foi um absurdo e vamos até o final para reparar esta injustiça?, disse.

Carlos Moura, gerente de futebol e ex-atacante do América, disse à Tribuna que as diretorias do clube e da Federação Potiguar estarão hoje na CBF relatando o que aconteceu e pedindo providências. O dirigente atribuiu o nervosismo de Lori à seqüência de erros de arbitragem contra a o alvirrubro, lanterna do Brasileirão. ?Não sei se é porque subimos agora, mas parece que há uma perseguição?, protestou.