Com as vagas de volantes na seleção brasileira indefinidas, pois os dois jogadores que vinham atuando como titulares, Paulinho e Ramires, estão contundidos – e além disso o técnico Luiz Felipe Scolari já havia avisado que iria tirar pelo menos um deles no time -, Luiz Gustavo começa a crer na possibilidade de ganhar um lugar na equipe. Volante do Bayern de Munique, ele garante ter justamente aquilo que Felipão mais estima para um jogador da posição: poder de marcação.

Praticamente desconhecido no Brasil até ser convocado pelo então técnico Mano Menezes para um amistoso contra a Alemanha, em agosto de 2011, Luiz Gustavo, depois daquele jogo, não voltou mais à seleção. Não sabe exatamente por que, mas também agora não faz mais diferença, uma vez que treinador mudou. O objetivo, agora, é agradar a Felipão.

Ele garante que está pronto e explica o motivo: “Sou primeiro volante, tenho força na marcação, mas, como jogo numa equipe de qualidade, tive de aperfeiçoar a minha saída de bola”, disse. “No Bayern, tive de sair um pouco mais.”

Luiz Gustavo não esconde a ansiedade, ainda mais por ter sido convocado para duas partidas que, considera, poderão garantir lugar no grupo que disputará a Copa das Confederações: um clássico, contra a Itália, e um jogo contra um time forte, como define a seleção da Rússia, adversária do dia 27, em Londres. “Tive apenas uma oportunidade e agora, nessa fase de afunilamento, voltei a ser chamado. Espero aproveitar ao máximo a chance e mostrar que posso ajudar.”

Felipão começa a montar sua seleção nesta terça-feira, em treino marcado para Genebra às 15 horas locais (11 horas do Brasil). Ele ainda não deu pistas concretas dos volantes que irá utilizar, mas a tendência é que inicie com Fernando e Luiz Gustavo ou Jean. Hernanes também é opção.