O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta segunda-feira, em Brasília, uma Medida Provisória que visa facilitar o financiamento de obras de infraestrutura para a Copa do Mundo em 2014 e a Olimpíada em 2016, dois grandes eventos que serão realizados no Brasil.

Após assinar a MP, Lula voltou a criticar os que reclamam do atraso das obras para o Mundial de 2014, assim como já havia feito na África do Sul, palco da última Copa. “A insensatez leva algumas pessoas a esquecerem que têm um ritual entre decidir a Copa do Mundo e a cidade ser escolhida. Demorou praticamente um ano e meio só para escolher as cidades que tiveram que apresentar e refazer projetos”, afirmou o presidente, na cerimônia realizada no Palácio do Itamaraty e que contou com a presença de governadores, prefeitos e ministros.

Segundo o presidente, o governo federal assegurou, com a MP assinada nesta segunda, o andamento das obras. “O que estamos fazendo é criar excepcionalidade para que as cidades que vão sediar a Copa do Mundo possam aumentar a capacidade de endividamento, assumindo as obras. Eu acho que isso é muito importante para não repetir os (problemas envolvendo uso de verbas dos) Jogos Pan-Americanos”, afirmou Lula, referindo-se à gestão da ex-governadora do Rio, Rosinha Matheus (na época do PMDB), e do ex-prefeito Cesar Maia (DEM).

“Não conseguimos fazer um pacto de responsabilidade entre governo federal, estadual e municipal. O que aconteceu é que estava previsto para o governo federal investir 400 ou 600 milhões e acabou investindo 2 bilhões. Era o nome do Brasil que ia ficar sujo na praça”, criticou Lula, sem citar nomes dos gestores da época.

Lula criticou, também, o governador de São Paulo, Alberto Goldmann (PSDB), pela indefinição sobre o local para a realização de jogos da Copa do Mundo no Estado. “Sinceramente eu não consigo imaginar uma Copa do Mundo sem São Paulo”, afirmou o presidente, que disse estar disposto a entrar nessa discussão. “Acho que o governador já deveria ter chamado todo mundo e não ficar brigando pela imprensa”, alfinetou o presidente.

Ao final do discurso, Lula destacou a presença do vice-presidente, José Alencar, que recebeu alta na última quinta-feira, do hospital Sírio Libanês, em São Paulo, onde se submeteu a um cateterismo.