Alessandro acompanha
preleção e pode voltar.

Quem vai jogar? É a pergunta que os torcedores do Atlético terão que fazer até momentos antes da partida contra o Londrina, às 16 horas de amanhã, na Arena da Baixada. O técnico Mário Sérgio resolveu adotar o mistério como contraveneno para enfrentar o ex-colega de “latinha” Raul Plassmann, que também já avisou que não vai adiantar a sua escalação. Com isso, o time segue indefinido e com o treinador rubro-negro fazendo várias experiências. Isso quer dizer que Marinho, Valnei, Vânderson, Alessandro Pinto e até Dagoberto (que estava vetado, mas já treinou normalmente) podem enfrentar o Tubarão.

“Infelizmente, desta vez, eu não vou poder adiantar. É um jogo decisivo para nós, vamos enfrentar um adversário dificílimo e que escondeu o time também”, explica o treinador. Durante a semana, ele chegou a confirmar alguns jogadores como o zagueiro Marinho e o ala-direito André Luís, mas ontem mudou tudo. “Lá, nós só ficamos sabendo do time deles dez minutos antes e, agora, ele tem o troco e só vai saber do time na hora do jogo”, aponta.

Nos dois coletivos da semana, Mário Sérgio mexeu bastante em todo o time. Alguns atletas treinaram sempre entre os titulares, como o goleiro Diego, os zagueiros Ígor e Alessandro Lopes, o volante Alan Bahia, o meia Jádson e o ala-esquerdo Marcão. O atacante Ilan só não participou do treino de ontem porque estava machucado e deve ter lugar assegurado. Nas outras posições, muitas experiências e mistério.

“Nós estamos com o elenco todo pronto, todos estão em forma e, agora, eu acho que nós estamos no ponto certo. Se a gente passar para a final, a gente vai chegar num momento muito bom”, analisa. Ele quer dizer que as várias opções que tem para cada posição podem suprir as funções exigidas. Na ala direita, Alessandro foi muito bem no coletivo de ontem e foi chamado para a concentração. O mesmo aconteceu com o volante Vânderson, também bem entre os titulares. O zagueiro Marinho começou entre os reservas e, depois, substituiu a Ígor. O mais surpreendente foi a entrada de Dagoberto, que fazia trabalho físico, e entrou direto entre os titulares.

Com tantas mudanças e boas opções, ninguém mais sabe (ou não quis dizer) se tem certeza ou não de que vai jogar. “Até o coletivo de ontem (quinta-feira) eu tinha (certeza de ser titular). No de hoje (ontem), já não sei mais. Ele trocou a equipe, mas estou preparado se ele optar por mim”, diz o zagueiro Marinho. O volante Vânderson confirmou que o treino de ontem era mais uma experiência, mas seu bom desempenho o faz sonhar. “Não é o time certo que vai entrar no domingo, mas espero que quem entre possa fazer o máximo para a gente poder sair com a vitória”, finaliza.

Dagoberto nega “puxão de orelha” do treinador

O técnico Mário Sérgio chamou ontem o atacante Dagoberto para uma conversa ao pé do ouvido. Ou melhor, foi mesmo dar um “puxão de orelha” no jogador, que não estaria rendendo tudo o que pode no campeonato paranaense, do ponto de vista do treinador. Para Dagoberto, a conversa foi apenas normal e que está com toda a motivação para enfrentar o Londrina amanhã. Depois de estar vetado na quinta-feira, ele treinou no coletivo e deve ser uma das opções para o ataque do Furacão.

“A gente conversou, nós sabemos do potencial dele. É um jogador imprescindível. Se ele estiver bem, disposto e motivado, ele me serve”, disse o treinador atleticano. No entanto, para jogar, Dagoberto terá que se submeter às ordens de Mário Sérgio e, inclusive, aceitar a reserva. “Tem que ser como eu gosto, não como ele gosta. Eu acho que é simples. Aqui dentro, nós temos que ter em mente que o objetivo comum é a conquista de um título”, discursa.

O treinador vai mais além. “Ninguém é melhor do que ninguém. Todos nós somos iguais, inclusive eu. Se amanhã a gente perder, eles me mandam embora. Então, ele tem que lutar para ganhar e isso é o que eu passo para eles”, aponta.

Já Dagoberto diz que não teve nenhum “puxão de orelha”. “Não tem que levar puxão de orelha. Eu não fiz nada. Estou trabalhando da mesma maneira quando eu era titular, estou respeitando meus companheiros como sempre respeitei e a minha oportunidade vai aparecer”, analisa. O atacante diz que não está desmotivado. “Se desmotivar nesse ramo, você morre. Eu sempre procuro me motivar, estou muito feliz, é o que eu sempre quis fazer e amo o futebol”, completa.

Londrina quer calar Arena e Mário Sérgio

O Londrina tem dois desejos para amanhã. O primeiro é ganhar a vaga para a final do campeonato paranaense, vencendo o Atlético, a partir de 16 horas, na Arena. O segundo é calar Mário Sérgio. Após o empate (1 x 1) na primeira partida desta semifinal, o técnico rubro-negro afirmou que seu time tem “aquilo mais roxo”.

“Não uso provocação como tática, mas não posso negar que aquilo mexeu com os nossos jogadores”, diz o treinador do Londrina, Raul Plassmann. O mais irado com o adversário é o volante Rocha, que discutiu com Mário Sérgio, domingo passado, no Estádio do Café.

Rocha, entretanto, poderá ser reserva na Arena e ceder seu lugar a Rogério. O Londrina não terá o zagueiro Thiago Matias, que cumpre suspensão. Scharles vai ocupar a vaga. Até quinta-feira, o clube brigou pela anulação do terceiro cartão amarelo de Thiago, mas a FPF não aceitou os argumentos.

Do site www.futebolpr.com.br