“Depois das eliminatórias vou conversar com ‘Don’ Julio para ver se continuarei”. Com estas palavras, o técnico da seleção argentina, Diego Armando Maradona, indicou na terça-feira que poderia deixar o posto que ocupa há quase um ano. “Don Julio” é Julio Grondona, o poderoso presidente da Associação de Futebol da Argentina (AFA) há 30 anos.

Maradona está com a imagem em baixa. A torcida exige sua remoção após uma sequência de derrotas que colocaram a Argentina à beira da desclassificação para Copa do Mundo da África do Sul. Diversas pesquisas indicam que mais de 80% dos torcedores desejam que ele abandone seu posto.

“Meu compromisso é com os ‘muchachos’ (rapazes) e com Julio, a quem eu disse que aceitava o cargo quando ele me convocou. Depois que tudo isto passe (as eliminatórias da Copa do Mundo) voltarei a me reunir com Grondona. É que há coisas que aconteceram e que eu não gostei, e agora vou lhe dizer”, disse Maradona, com olheiras, o rosto inchado e visivelmente irritado.

Segundo especulam analistas esportivos, o treinador teria perdido autoridade sob os comandados. “Quando cheguei, era o homem mais feliz do mundo. Mas, depois mudaram algumas coisas, sobre as quais falarei na hora adequada. Vou avaliar se eu continuo…com minhas condições”.

A Argentina enfrentará o Peru no portenho estádio Monumental de Núñez no dia 10 de outubro. Quatro dias depois, será a vez do confronto dos argentinos com o Uruguai em Montevidéu, no estádio Centenário.