Buenos Aires – Uma fonte da Clínica Suíço-Argentina, onde está internado o ex-jogador Maradona, disse à agência estatal argentina Télam – uma das mais importantes do país – que os médicos detectaram entre 850 e 900 miligramas de cocaína na urina de Maradona. Isso teria causado uma overdose que levou o astro ao hospital no domingo à tarde.

A mesma fonte revelou que a preocupação existente entre os assessores e amigos mais próximos de Maradona é sobre a reação que seu organismo terá com a síndrome de abstinência.

O médico pessoal de Maradona, Alfredo Cahe, que na segunda-feira havia desmentido categoricamente a possibilidade de que o ex-jogador tivesse consumido drogas, mudou de postura nesta terça. Cabisbaixo, respondeu laconicamente aos jornalistas que o assediava: “Não tenho essa informação”.

No comunicado oficial da clínica, divulgado na tarde de ontem, foi informado que o quadro geral de Maradona é “estável”, embora ele continue em estado crítico. Além disso a pneumonia que o atinge está em “aceitável evolução” e foi descoberta uma infecção nos pulmões.

O comunicado desmentiu os rumores de que o paciente já não precisava do aparelho de respiração artificial. Segundo a clínica, ele continua conectado aos aparelhos.

Monumento

“Ele é um monumento da humanidade. Um patrimônio mundial, como as pirâmides do Egito…”. A frase é de Vicente Botín, um jornalista espanhol do canal TVE, que se acotovela no meio de cinco dezenas de correspondentes estrangeiros nas portas da Clínica Suíço-Argentina para obter as primeiras informações sobre o estado de saúde do astro do futebol argentino.