Buenos Aires – Depois de muita confusão – que teve até intervenção judicial – o ex-jogador Diego Armando Maradona viajou ontem para Cuba com a esperança renovada de curar-se da dependência de drogas. O argentino será internado no Centro de Saúde Mental (Censam) de Havana, onde será submetido a um rigoroso processo de desintoxicação por pelo menos dois meses.

“Eu vou cumprir à risca todo o tratamento. Vou para lá com tranqüilidade e muita esperança em meu coração”, disse Maradona.

O avião que transportou o ex-jogador para a ilha do Caribe partiu de Buenos Aires na tarde de ontem, com apenas 20 minutos de atraso em relação ao previsto. Maradona viajou acompanhado de seu médico particular, Alfredo Cahe, do advogado Héctor Leguizamón, do assessor Gabriel Buono, e de duas de suas irmãs Ana Estela e Rita, mais conhecida como “Kity”.

Um forte esquema de segurança impediu que jornalistas chegassem próximos à zona de embarque. O ex-jogador chegou ao aeroporto de Ezeiza num helicóptero. De lá, foi transferido para uma caminhonete, que o levou até ao portão de acesso da ala VIP do terminal. Ele permaneceu ali por cerca de meia hora, até seguir, caminhando, para a aeronovane.