Na disputa por uma vaga na equipe do Palmeiras, o atacante Wellington Paulista promete se doar ao máximo até mesmo na marcação para provar ao técnico Luiz Felipe Scolari que merece ser titular do time. O atleta, porém, admite que ainda precisa se adaptar ao estilo de jogo do time comandado por Felipão.

“Desde que cheguei, o objetivo é ser titular. Lógico que tiveram uns imprevistos, como a contusão [no ombro] e a cláusula contratual me impedindo de jogar [contra o Cruzeiro], além de eu não ter podido jogar o Paulistão, mas tudo bem, agora é trabalhar para estar à disposição do treinador”, disse Wellington Paulista, em entrevista concedida nesta terça-feira na Academia de Futebol.

E o atacante lembra que substituiu Adriano no segundo tempo do duelo contra o Atlético-PR, no Canindé, no último sábado, e conseguiu cumprir a função tática pedida por Felipão. “Sempre voltei para recompor o meio-campo e até para fechar a lateral. Isso não é problema. Contra o Atlético-PR, o professor me pediu para atuar centralizado e, com o time sem a bola, marcar um pouco na lateral. Deu certo”, afirmou.

Caso conquiste o posto de titular, Wellington Paulista aposta que poderá reeditar a dupla de ataque de sucesso que formou com Kleber quando os dois atuavam juntos pelo Cruzeiro. “A gente se entende bem, consegue revezar com tranquilidade quem volta mais para marcar no meio e quem pressiona a saída da bola”, analisou, para depois elogiar a postura tática da equipe como um todo. “O Palmeiras tem um sistema defensivo muito sólido, é um time que toma pouco gols justamente por essa entrega de todos na marcação. Se eu for escolhido para ser titular, entrarei com a mesma disposição”, prometeu.

Até agora, Wellington Paulista foi titular em apenas uma partida com a camisa do Palmeiras, sendo que foi justamente nela que ele lesionou o ombro. Ainda sem nenhum gol em cinco jogos pelo clube, o atacante espera emplacar uma sequência de jogos no time titular para conseguir acompanhar o ritmo dos atuais titulares da equipe. “Eu entro a 10 km/h e o pessoal já está a 300 km/h. Eu sei que na hora que fizer o primeiro gol, vai ‘abrir a porteira’. A hora que eu estiver entre os 11, surgirão mais oportunidades”, aposta.