O técnico Marcelo Oliveira lamentou o fato de que o Cruzeiro precisou atuar diante do Cerro Porteño, na noite da última quarta-feira, no Mineirão, pelas oitavas de final da Copa Libertadores, apenas três dias depois de ter encarado o Atlético-MG no confronto de volta da decisão do Campeonato Mineiro. O comandante admitiu que o desgaste físico acabou atrapalhando a equipe na partida com o rival paraguaio, que terminou empatada por 1 a 1 graças a um gol salvador marcado por Samudio aos 48 minutos do segundo tempo.

“O adversário não usou o seu time no último jogo. Nós usamos, como usamos em uma final de campeonato, um jogo duríssimo contra o nosso maior rival. Ficou muito claro, para mim, a diferença do desgaste físico de um time para o outro. O Cruzeiro vem de cinco jogos decisivos, que você tem que se doar muito fisicamente e emocionalmente também. E é muito mais fácil defender, como eles fizeram muito bem”, ressaltou o treinador, lembrando que o time cruzeirense também fez outras partidas importantes pela Libertadores e pelo próprio Campeonato Mineiro antes de encarar este confronto de ida das oitavas de final da competição continental.

Marcelo Oliveira, porém, valorizou muito o empate por 1 a 1 conquistado pelo Cruzeiro, embora a equipe mineira agora seja obrigada a vencer a partida de volta ou empatar por dois ou mais gols para avançar às quartas de final no duelo de volta com o Cerro, no dia 30 de abril, em Assunção, no Paraguai.

“Tentamos jogadas pelo lado, pelo meio, com o adversário fechado. Pecamos algumas vezes na parte técnica, em um passe ou outro e na finalização, mas o time mostrou que é guerreiro. Acho que o torcedor compreendeu dessa forma, ajudando muito e possibilitando esse gol que pode ser o início de uma virada”, completou, já projetando com otimismo a partida de volta.

O volante Henrique, que completou 200 jogos com a camisa cruzeirense nesta quarta-feira, foi outro que mostrou confiança na sua equipe para o jogo em Assunção. “O resultado da partida, pelo momento que vivíamos, até que não foi ruim. Ir com um 1 a 0 para lá ia ser muito mais difícil. O empate, um placar que não esperávamos, até pelas circunstâncias do jogo, foi dos males, o menor. Acredito que temos tudo para ir ao Paraguai fazer uma grande partida, como já fizemos na competição, e reverter essa situação”, completou o jogador.